Governo libanês e Hezbollah condenam ataque terrorista em Túnis

  • Por Agencia EFE
  • 19/03/2015 12h56

Beirute, 19 mar (EFE).- O Executivo libanês condenou nesta quinta-feira o ataque terrorista cometido ontem em Túnis, que foi também criticado pelo grupo xiita libanês Hezbollah, que disse em comunicado que este tipo de ataque “distorce a imagem do islã e rasga a unidade da nação (árabe)”.

Por sua vez, o primeiro-ministro libanês, Tamam Salam, qualificou o ocorrido de “ato bárbaro” e enviou um telegrama de condolências a seu colega tunisiano Habib Essid, no qual afirma ter recebido “com tristeza e grande enfado” a notícia do atentado, informou a Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN).

“Em nome do povo libanês que sofre com os horrores do terrorismo, condenamos esse ato bárbaro contra a segurança, estabilidade e economia da Tunísia, que se caracterizou por uma experiência que atraiu o interesse e respeito do mundo”, diz a mensagem em alusão ao papel do país norte-africano como instigador da conhecida Primavera Árabe.

O Hezbollah também condenou o atentado, que considerou como “um elo na rede do terrorismo que afeta os humanos, santuários e o patrimônio, e ataca a segurança e estabilidade”.

“Achamos que é imperativo que todos os países, partidos, instituições acadêmicas e intelectuais, especialmente em nossa região árabe e muçulmana, se unam e trabalhem para fazer frente ao terrorismo, ao takfirismo (radical sunita), aos atos graves e riminosos e a suas consequências devastadoras”, acrescentou.

Por sua vez e em comunicado, o ex-primeiro-ministro libanês Saad Hariri denunciou o ocorrido e estimou que trata-se de “um novo episódio da novela aberrante ao qual faz frente a nação árabe”, que tenta evitar que a Tunísia “continue sendo o país de abertura, do diálogo e do modernismo árabe e islâmico”.

No atentado de ontem no centro de Túnis, um total de 23 pessoas morreram e outras 47 ficaram feridas, segundo o balanço de vítimas publicado hoje pelo ministro tunisiano de Saúde, Said Saidi.

Entre os 23 mortos, 18 eram turistas estrangeiros, entre eles dois espanhóis e dois colombianos, aos quais é preciso somar um policial, um motorista de ônibus, uma funcionária responsável pela limpeza do museu e dois terroristas. EFE