Governo reconhece 17 métodos alternativos ao uso de animais em pesquisas

  • Por Agencia Brasil
  • 25/09/2014 11h29

Instituto Royal

Prédio do Laboratório Royal, no município de São Roque, no interior paulista, que foi invadido por ativistas no final de 2013 e encerrou as atividadesArquivo/Agência Brasil

Resolução do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação publicada hoje (25) no Diário Oficial da União reconhece 17 métodos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa no Brasil.

O texto cita métodos alternativos validados por centros internacionais que tenham por finalidade a redução e a substituição do uso de animais em atividades de pesquisa, além de procedimentos mais refinados. Ainda segundo a pasta, todos os 17 métodos têm aceitação regulatória no exterior.

Uma das alternativas a testes em animais para saber se o produto causa irritação na pele será uma espécie de pele artificial. Também foi aprovado o método in vitro, que usa culturas celulares para avaliar, por exemplo, possíveis danos de substâncias ao DNA.

A resolução estabelece um prazo de cinco anos para a substituição obrigatória do método original.

O uso de animais em pesquisa ganhou destaque em no fim do ano passado, quando ativistas do Greenpeace invadiram o Laboratório Royal no município de São Roque, no interior paulista. Durante a invasão, 178 cachorros da raça beagle foram levados do local. Os ativistas acusavam a unidade de maltratar cães, coelhos, ratos e outros animais usados em pesquisas científicas. O laboratório encerrou as atividades em novembro de 2013.

Editor Talita Cavalcante