Governo sul-coreano faz renovação profunda após crise do naufrágio

  • Por Agencia EFE
  • 13/06/2014 04h51

Seul, 13 jun (EFE).- A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, substituiu sete ministros nesta sexta-feira, inclusive o principal responsável pela economia do país, em uma tentativa aparente de renovar a imagem de seu governo que ficou desgastada após o naufrágio da balsa Sewol, que deixou 304 mortos.

A chefe de Estado nomeou hoje como vice-primeiro-ministro para assuntos econômicos Choi Kyoung-hwan, deputado e ex-ministro de Comércio, no lugar de Hyun Oh-seok, acusado de ineficiência no cargo, responsável pela condução da economia do país.

Park também nomeou novos titulares nos ministérios de Segurança e Administração Pública, Educação, Trabalho, Cultura, Igualdade de Gênero e Família e Ciência, Tecnologia e Planejamento, informou a Presidência sul-coreana.

A renovação do gabinete ministerial é a maior desde que a atual presidente chegou ao poder em fevereiro de 2013 e acontece quase dois meses depois das fortes críticas recebidas pela gestão do naufrágio da embarcação Sewol, no dia 16 de abril.

Tanto os familiares das vítimas, como a imprensa e a opinião pública, acusam o Executivo de não ter tomado as medidas adequadas para a prevenção de desastres, de reagir tarde e mal ao acidente, não se esforçar o suficiente no resgate e oferecer continuamente informações equivocadas.

Assim, a presidente teve uma enorme perda de popularidade, mas seu partido, o conservador Saenuri, conseguiu se salvar nas eleições locais da semana passada ao ficar com apenas uma circunscrição a menos que os opositores progressistas do Nova Aliança Política pela Democracia (NPAD, sigla em inglês).

Após o naufrágio do Sewol, a presidente nomeou um novo primeiro-ministro em até duas ocasiões, a última delas nesta terça-feira, dia em que ofereceu o cargo ao ex-jornalista conservador Moon Chang-keuk.

No entanto, apenas um dia depois de sua nomeação, Moon foi alvo de uma polêmica após a publicação de declarações suas, um protestante devoto, em que garantia que a invasão japonesa de Coreia no início do século XX foi “uma vontade de Deus”.

Tais declarações sobre um tema tão sensível no país puseram em dúvida se o político assumirá ou não o cargo. EFE

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