Governo tcheco descarta atentado em explosão que matou embaixador palestino

  • Por Agencia EFE
  • 02/01/2014 12h59

Praga, 2 jan (EFE).- O governo da República Tcheca descartou definitivamente nesta quinta-feira a possibilidade de a explosão que matou o embaixador palestino em Praga, Jamel al Jamal, ter sido causada em um atentado.

“Obtivemos informação conclusiva sobre a ausência de qualquer indício que leve a se pensar na vinculação com um ato terrorista”, disse o primeiro-ministro tcheco, Jiri Rusnok, após uma reunião com seu gabinete.

O chefe de governo ainda informou que uma equipe de investigadores palestinos chegou a Praga, para fazer sua avaliação sobre o caso.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, que inicialmente levantou a possibilidade de um atentado, descartou esta versão em agência de notícias “CTK”.

A polícia tcheca, por sua vez, informou hoje que ainda não recebeu todas as provas relacionadas ao incidente, para tentar identificar o que provocou a detonação.

Um porta-voz da embaixada palestina disse à imprensa local que a explosão aconteceu em um cofre, no imóvel que servia de residência para Jamel al Jamal, e que se tornaria embaixada da Palestina em Praga.

Jamal, de 56 anos, ficou gravemente ferido e foi levado a um hospital, onde morreu pouco depois, após ter sido submetido a um coma induzido para tentar estabilizá-lo, segundo fontes hospitalares tchecas. EFE