Grécia decide manter feriado bancário até a próxima sexta-feira

  • Por EFE
  • 15/07/2015 07h26

Pensionistas gregos lutam para entrar no Banco Nacional para receber parte da pensão na Ilha de Creta

Pensionistas gregos lutam para entrar no banco e receberem seus direitos

Os bancos gregos permanecerão fechados até a próxima sexta-feira, conforme novo decreto publicado nesta quarta-feira pelo Ministério das Finanças, que amplia, no entanto, as operações que poderão ser feitas nas agências que só estavam autorizadas a executar os pagamentos de pensões e de subsídios de desemprego.

O novo decreto mantém o limite para as retiradas de dinheiro em caixas automáticos em 60 euros diários. Já os aposentados continuam só podendo sacar 120 euros por semana.

Por outro lado, mais de mil agências abertas para realizar apenas esse tipo de operação poderão agora realizar o pagamento de cotas e créditos de todo tipo, por exemplo dívidas ao governo, empresas públicas, fundos de pensões estatais ou seguros privados.

Também será possível realizar transferências dentro de um mesmo banco. Todas as operações só podiam ser efetuadas eletronicamente até então, conforme as normas do governo.

Não há mudanças nas demais limitações já impostas, como por exemplo, as transferências ao exterior que não foram autorizadas por uma comissão especial e que só tem permitido operações comerciais de primeira necessidade.

O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, antecipou ontem à noite em uma entrevista à emissora pública que os bancos devem permanecer fechados até que haja um acordo sobre o terceiro resgate. As operações permitidas e os limites de saque, contudo, devem ser ampliados pouco a pouco ao longo da semana.

Tsipras explicou que o fim do controle de capitais será “progressivo” porque, após uma perda de confiança na economia grega, os bancos não podem ser abertos imediatamente.

O feriado bancário entrou hoje em seu 17º dia, sem o registro de incidentes. As filas dos caixas eletrônicos já não são tão longas como no início da medida, pelo menos nas grandes cidades, onde há um maior número de máquinas do que no interior.