Greve na Eletrobras pode atrasar religação de usina ao sistema, diz diretor

  • Por Agência Brasil
  • 17/06/2015 15h47
Usina Angra 3 não terá as obras atrasadas e tem 56% das obras completas

A greve dos trabalhadores das empresas do grupo Eletrobras, iniciada no dia 1º de junho, não deverá prejudicar o cronograma da Usina Nuclear Angra 3, que tem, no momento, 56% do empreendimento construídos, disse nesta quarta (17), no Rio de Janeiro, o diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães. Ele participou do 6º Seminário Internacional de Energia Nuclear, no Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio,

A estatal administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, localizada no município fluminense de Angra dos Reis, onde já funcionam as usinas Angra 1 e 2. A previsão é que Angra 3 comece a gerar eletricidade em agosto de 2018. A usina só entrará em operação comercial, passando a ser despachada diretamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a partir de 31 de dezembro daquele ano.

Guimarães acredita que, na próxima semana, já entrarão na empresa os recursos da Caixa Econômica Federal, que garantirão a continuidade do financiamento da parte importada para a construção de Angra 3. O contrato tem valor de R$ 3,18 bilhões e será assinado nos próximos dias, informou. A partir de agora, a estatal dará continuidade à negociação para complementar o financiamento da parte nacional para Angra 3, da ordem de R$ 4 bilhões.

O diretor afirmou que a greve pode atrasar o retorno da Usina Nuclear Angra 1 ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por até dois dias além do cronograma original. A unidade foi desconectada do SIN no dia 7 de maio passado, para manutenção programada. A expectativa é que Angra 1 volte a operar até o final do mês.

Nova assembleia dos funcionários da Eletrobras, marcada para sexta-feira próxima (19), discutirá sobre a paralisação. Os servidores reivindicam o pagamento da participação no lucro e resultados (PLR), referente ao ano passado. O acordo coletivo ainda não começou a ser discutido.

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil // Edição: Maria Cláudia Cavalcanti Silveira Mello