Grupo diz que termelétrica da Odebrecht na R. Dominicana é prova de corrupção

  • Por Agência EFE
  • 14/05/2017 15h40
BRA51. SAO PAULO (BRASIL), 10/04/2017.- Fotografía de archivo del 22 de diciembre de 2016, de la sede de constructora Odebrecht en la ciudad de Sao Paulo (Brasil). El grupo Odebrecht, implicado en el escándalo de corrupción en Petrobras, causó daños por valor de 5.684 millones de reales (unos 1.810 millones de dólares) en 11 contratos inflados firmados con la estatal entre 2003 y 2014, según un informe de la Policía Federal obtenido hoy, lunes 10 de abril de 2017, por varios medios locales. EFE / SEBASTIÃO MOREIRA / ARCHIVOFachada da sede da Odebrecht em São Paulo - EFE

O movimento cívico Marcha Verde afirmou neste domingo que a termelétrica de 2 mil megawatts que está sendo construída pela empresa brasileira Odebrecht na República Dominicana, é o principal “corpo de delito” das operações “ilegais” das transnacional no país e de seus “aliados políticos” locais.

A entidade exigiu uma investigação em torno da atribuição da construção das usinas de carvão pela Odebrecht na província Peravia (sul), levando em conta o “padrão de corrupção internacional” da construtora e as denúncias de suposta supervalorização de outras empresas que participaram em sua licitação.

“O país espera nesta semana os nomes de todos os subornados pela Odebrecht entre 2001 e 2014, mas também esperamos que sejam investigadas todas as supervalorizações e o possível financiamento ilegal de campanhas eleitorais dominicanas por parte dessa empresa mafiosa”, disse o grupo em um documento, ao início de uma manifestação realizada no povoado setor de Capotillo, em Santo Domingo.

Marcha Verde, que cifra em US$ 1 bilhão as supostas supervalorizações de obras da Odebrecht no país, pede que a Justiça local recupere esse dinheiro e invista nas regiões mais pobres da nação caribenha.

O movimento afirma que os bairros e campos dominicanos estão cheios de pobreza e exclusão porque um grupo da delinqüência “política” instalada no Estado, se concentra em “roubar o dinheiro” que o país necessita para resolver a “histórica dívida social” de saúde, educação, segurança, emprego, recreação e esporte.

“Estamos entrando nos setores populares porque as pessoas pobres são as mais afetada pela corrupção e impunidade. Somente rompendo com a estrutura de corrupção e impunidade que nos oprime, poderemos dedicar os recursos do Estado à solução de nossos grandes problemas”, expôs o grupo.

Na República Dominicana, a Odebrecht revelou que repartiu subornos no total de US$ 92 milhões entre 2001 e 2014. As investigações posteriores resultaram em interrogatórios a dezenas de empresários, funcionários, legisladores e ex-trabalhadores públicos.

Além disso, um tribunal dominicano homologou o acordo alcançado pelo Ministério Público e a construtora, mediante o qual a mesma se compromete a reembolsar ao Estado dominicano US$ 184 milhões em oito anos, o dobro do valor dos subornos admitidos.