Guerrilha anuncia morte de líder e escolha de sucessor; Moscou não confirma

  • Por Agencia EFE
  • 18/03/2014 14h43

Moscou, 18 mar (EFE).- A guerrilha islamita chechena anunciou nesta terça-feira “oficialmente” a morte de seu comandante, Doku Umarov, e a escolha de seu sucessor, Ali Abu-Muhammad, enquanto os serviços secretos da Rússia afirmaram não dispor de informação a respeito.

O chamado “comando do Emirado do Cáucaso”, como são definidos os islamitas, informou em um de seus sites, kavkazcenter.com, que Umarov, tinha se transformado em “shajad” (mártir morto em combate).

O comunicado precisa que “Dokku Abu Usman (Doku Umarov) empreendeu a yijad ou “guerra santa” após a entrada de tropas russas na rebelde Chechênia em 1994, e desde então só abandonou a república uma vez para receber tratamento após um ferimento em 2000, e em 2006 liderou o comando da guerrilha após a morte de seu antecessor, Abdul-Jalim Saydulayev.

Outro comunicado da guerrilha comenta a escolha como sucessor de Umarov no comando do “xeque” Ali Abu-Mujammad, que em mensagem de vídeo confirma o anúncio sobre a morte de seu antecessor, apesar de não oferecer nenhum detalhe.

No entanto, um representante do Comitê Nacional Antiterrorista em Moscou comunicou à Agência oficial “RIA Novosti” que os serviços secretos da Rússia não dispõem neste momento de informação sobre a morte do líder da guerrilha chechena, Doku Umarov.

“Informação sobre a suposta aniquilação de Doku Umarov aparece periodicamente nos meios de comunicação estrangeiros, mas os serviços secretos da Rússia neste momento não dispõem de tal informação e não a comentam”, disse o representante da entidade antiterrorista.

A agência lembrou que o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, declarou em janeiro que Umarov deve ser considerado vivo até que os serviços especiais forneçam dados fidedignos sobre sua morte.

O presidente da Chechênia russa, Ramzan Kadyrov, assegurou anteriormente que tinha recebido novas provas de que Umarov tinha morrido há tempos, e que assim confirmariam conversas interceptadas dos poucos guerrilheiros islamitas que ainda ostentam pelos montes e florestas da república caucásica. EFE