Haddad promete sancionar Plano Diretor o mais rápido possível

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2014 08h28

Por 44 votos a 8, Câmara paulistana aprova o novo Plano Diretor da Capital que o prefeito promete sancionar no prazo mais curto possível. Fernando Haddad elogiou, entre outras iniciativas, a recriação na cidade de São Paulo da Zona Rural extinta há quase 12 anos.

E também enfatizou o mecanismo de adensamento de habitações em áreas servidas pelo transporte público, como metrô e corredores de ônibus. Haddad afirmou ao repórter Anderson Costa que o texto possibilitará desenvolvimento sustentável para a cidade.

O Plano Diretor foi aprovado após nove meses de discussões que incluíram 62 audiências públicas e 2.200 mil propostas da população. É o documento que vai definir a política urbana nos próximos 16 anos e o relator do projeto, vereador Nabil Bonduki, aplaudiu a participação popular.

Mas, falando a Fernando Zamith, vereador do PV promete ir à Justiça por entender que a aprovação do projeto de Lei afrontou o Estatuto da Cidade. Gilberto Natalini apontou a falta de Relatório de Impacto Ambiental nas áreas de adensamento induzido como um tiro no escuro.

O líder do PSDB na Câmara concordou com Gilberto Natalini e também faz críticas à política de adensamento na capital. Andrea Matarazzo assinala que os aliados do PT acreditam que São Paulo é uma cidade sem desigualdades entre seus bairros.

Centenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, ligado ao PT, pressionaram os vereadores para aprovação do Plano. Eles reivindicavam a legalidade da invasão Nova Palestina, no manancial da Zona Sul, e da Copa do Povo, próximo ao Itaquerão na Zona Leste.

Há um acordo para que na Zona Leste o Governo Federal despeje dinheiro do Minha Casa, Minha Vida, premiando o esbulho. E o vereador José Police Neto, do PSD, acha normal o Governo dar em média, R$ 100 mil, para cada família invasora na Copa do Povo.

O Plano Diretor remete muitos dos seus comandos para a legislação de uso e ocupação do solo e para os planos regionais. Mas, dispositivos como a proibição de prédios com mais de oito andares no interior dos bairros passam a valer com a sanção do prefeito.