Hollande anuncia reformas para “devolver” força econômica à França

  • Por Agencia EFE
  • 14/01/2014 15h06

Paris, 14 jan (EFE).- O presidente francês, François Hollande, anunciou nesta terça-feira um novo impulso reformista para ir “mais depressa e mais longe” na ação de seu governo e devolver o país a força econômica perdida.

Na entrevista coletiva semestral para fazer balanço de sua gestão, Hollande disse que a tendência da recuperação está “apontada”, e em 2014 será necessário “fortalecê-la”, com mais atenção à criação de empregos.

Neste sentido, o presidente focou no “pacto de responsabilidade”, já revelado em seu discurso anual de Ano Novo, quando propôs aos empresários vantagens econômicas em troca da criação de postos de trabalho.

Esse “pacto”, que Hollande quer que seja o principal eixo de seu mandato e com resultados consolidados para seu fim, em 2017, terá quatro eixos básicos, que o presidente detalhou para a imprensa.

Em primeiro lugar, propôs continuar a redução dos impostos, que significarão uma redução de 14% este ano e de 6% suplementares em 2015.

“Daqui até 2017, as empresas, os autônomos não pagarão cotações familiares”, explicou Hollande, que estimou a economia para os empresários em 30 bilhões de euros.

Hollande disse que modernizará a tributação empresarial e diminuirá o número de taxas, além de simplificar regras “inúteis e custosas demais” para que a criação de uma empresa seja mais simples.

Com todas estas vantagens empresariais, Hollande exigiu dos patrões “contrapartidas”, que devem estar “baseadas na criação de empregos”, de formação, de salários e de modernização do diálogo social.

Em paralelo a este “pacto de responsabilidade”, que definiu como “o mais importante” da História da França, Hollande se comprometeu a enfrentar os cortes na administração pública exigido pelo empresariado.

O presidente também anunciou um programa de economia de 50 bilhões de euros entre 2015 e 2017, o que representa 4% dos gastos da administração pública, muito acima dos 15 bilhões de cortes incluídos no orçamento deste ano.

Mas Hollande detalhou que não serão “cortes cegos, como os que feitos no passado, injustos, mas estarão baseados em reformas estruturais e em uma redefinição das missões do Estado”.

O presidente garantiu que se baseará no modelo dos países escandinavos, que preserva o modelo de bem estar social. EFE