Hollande diz que sequestradores eram “terroristas” do Estado Islâmico

  • Por EFE
  • 26/07/2016 09h55
Presidente da França François Hollande

O presidente francês, François Hollande, afirmou, nesta terça-feira, 26, que os dois autores que fizeram reféns em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, eram “terroristas que disseram pertencer ao Estado Islâmico (EI)”.

Os dois terroristas degolaram “em um assassinato covarde” o sacerdote da paróquia e feriram duas pessoas, sendo que uma se encontra em estado gravíssimo, disse, em uma declaração à imprensa após chegar ao local, na periferia de sua cidade natal, Rouen.

De acordo com testemunhas citadas por meios de comunicação franceses, os dois agressores gritaram “Alahu akbar” (“Deus é o maior”) durante o ataque antes de serem mortos por disparos da polícia.

Hollande se reuniu com a família do sacerdote e com os reféns que ficaram presos durante cerca de uma hora na igreja, que manifestaram sua “dor, mas também a vontade de entender”.

O presidente agradeceu a rapidez das forças de segurança, que “intervieram em um prazo extremamente curto”, o que, segundo sua opinião, evitou mais mortes.

Hollande lembrou que a ameaça “continua sendo muito elevada” porque seu país está perante uma organização que declarou uma “guerra”.

“O que estes terroristas querem é nos dividir”, disse, antes de lembrar que, junto à França, países como a Alemanha e outros também estão ameaçados.

Hollande receberá nesta tarde, no Palácio do Eliseu, o arcebispo de Rouen, Dominique Lebrun -que antes deixará a Jornada Mundial da Juventude da Cracóvia para voltar a sua diocese- e na próxima quarta-feira, 27, estará na Conferência de Representantes de Cultos na França.

O padre assassinado, identificado como Jacques Hamel, tinha 84 anos e trabalhava há dez nessa igreja, onde era muito apreciado pelos fiéis, segundo o vigário geral da arquidiocese, Philippe Maheut. 

Agência jihadista confirma filiação de autores ao EI

Os dois homens que fizeram reféns em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, junto à cidade de Rouen, eram “soldados do (grupo jihadista) Estado Islâmico”, segundo a agência “Amaq”, vinculada aos terroristas.

A agência afirmou que ambos sequestradores realizaram esta operação, na qual mataram um sacerdote e acabaram mortos, “em resposta às chamadas para atacar os países da coalizão cruzada”, em alusão à aliança internacional que ataca posições jihadistas no Iraque e Síria.