Hollande oficializa fim de casamento em meio a escândalo de caso com atriz

  • Por Agencia EFE
  • 25/01/2014 19h48

Javier Alonso

Paris, 25 jan (EFE).- O presidente francês, François Hollande, tornou oficial neste sábado o fim da relação com, Valérie Trierweiler, sua companheira desde 2006 e em sua chegada ao Eliseu em 2012, duas semanas depois de a imprensa revelar que tem um caso com a atriz Julie Gayet.

A vida sentimental do presidente francês monopolizou a atenção da mídia no país desde 10 de janeiro, quando uma revista de celebridades publicou fotos de encontros dele com a atriz Julie Gayet, de 41 anos, sobre As quais nenhum dos dois falou publicamente.

Termina assim um episódio da vida privada do presidente, de 59 anos, que se sobrepôs a sua ação oficial até o ponto que em seu reunião semestral com a imprensa, no último dia 14, a primeira pergunta foi pessoal.

Hollande disse então que os assuntos privados se tratam “em privado” e recusou a se pronunciar sobre a polêmica surgida em torno de sua situação sentimental, mas admitiu que atravessava momentos “dolorosos” e que a esclareceria antes de 11 de fevereiro, quando sai em viagem oficial aos Estados Unidos.

Hoje o presidente elegeu o formato da declaração comunicada via agência France Presse para confirmar seu rompimento com Trierweiler, de 48 anos, em vez de utilizar os canais oficiais da presidência para tratar um assunto que ele considera pessoal.

O presidente informou que põe “fim à vida em comum com Valérie Trierweiler” e insistiu que este anúncio era “a título pessoal”, depois de a imprensa francesa esperar em vão por horas uma declaração formal da presidência.

Hollande disse se tratar de um assunto que afeta sua “vida privada” e declarou textualmente: “faço saber que pus fim à vida em comum que compartilhava com Valérie Trierweiler”.

Assim o presidente acabou com a especulação midiática sobre quanto duraria Trierweiler no papel de primeira-dama e com as críticas frequentemente expressadas pela função oficial que a companheira do presidente se fosse confirmado que o chefe do Estado já estava em outra relação.

Sem ter confirmado a relação com Gayet, o presidente se esforçou desde a divulgação das fotos pela revista “Closer” por manter um perfil profissional, mas não ajudaram as revelações sobre a suposta longa duração do romance com Gayet, que poderia ter começado antes mesmo de Hollande assumir o Eliseu.

Até houve um rumor sobre uma suposta gravidez de Gayet nas redes sociais, cujo efeito multiplicador foi viral em questão de poucas horas.

Por isso Hollande encenou em seu comparecimento à imprensa no dia 14 um desdobramento de razões políticas e econômicas que justificassem sua permanência no cargo, como líder de um programa destinado a tirar à França da crise, tirando o foco colocado em sua vida sentimental.

O desvio do interesse da imprensa por sua vida pessoal o guiou com mais empenho do que nunca que desde que chegou ao cargo, querendo sempre ser marcado como “normal” para se diferenciar de seu antecessor, Nicolas Sarkozy, a quem criticou por ventilar na imprensa detalhes privados de sua relação com a ex-modelo e cantora Carla Bruni.

Hollande por isso detalhou o roteiro que pretende aplicar no resto de seu mandato, marcado principalmente por um rigoroso plano de cortes no orçamento, de até 65 bilhões de euros até 2017, com os quais seu governo pretende devolver à França a confiança em sua força econômica.

O anúncio de sua ruptura com Trierweiler permite que a ex-primeira dama viaje este domingo para a Índia em uma missão de caráter humanitário que agora protagonizará como jornalista e pessoa privada. EFE