Homem que protestou na Basílica de São Pedro tem entrada vetada no Vaticano

  • Por Agencia EFE
  • 01/04/2014 17h03

Cidade do Vaticano, 1 abr (EFE).- O empresário italiano Marcello Di Finizio teve sua entrada no Vaticano vetada até que um tribunal da Santa Sé o julgue por escalar à cúpula da Basílica de São Pedro em quatro ocasiões nos dois últimos anos em protesto pela crise.

Conforme declarações do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Federico Lombardi, dadas nesta terça-feira à imprensa local, a decisão foi proferida pelo juiz do tribunal vaticano Gian Piero Milano, encarregado de interrogar Di Finizio, depois que ontem abandonou a cúpula, onde tinha subido no último sábado.

Os jornais informaram que o empresário dormiu ontem à noite em uma cela de segurança, após ser detido pela Gendarmaria vaticana ao descer da claraboia onde ficou por dois dias. Lombardi assegurou que tanto durante o protesto quanto na detenção, Di Finizio teve “um tratamento humano”.

Após a detenção, ele pôde se comunicar com familiares e foi colocada a sua disposição um advogado para fosse representado no processo judicial a que será submetido e cuja data ainda não foi marcada. O juiz decretou a liberdade provisória do empresário até que se fixe a data do julgamento.

Em seu quarto protesto, o empresário italiano seguiu o mesmo método dos três anteriores: subiu até a cúpula como um turista; uma vez no alto foi até uma das claraboias, e se fixou com arneses e estendeu um grande cartaz.

Em seu cartaz, dirigido desta vez para o papa Francisco e para o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, ele pedia que “se detenha tudo isto”, em alusão às políticas de austeridade.

Nessa ocasião, Di Finizio levou um tablet e a partir dele publicava mensagens em seu perfil no Facebook sobre seu estado anímico e de saúde durante o protesto.

A última vez em que ele fez um protesto semelhante foi em 20 de maio, quando se prendeu durante dois dias na Basílica de São Pedro usando cordas. Anteriormente, em 30 de julho e 3 de outubro de 2012 ele subiu na cúpula, onde permaneceu até três dias para pedir ao governo que ajudasse às pequenas empresas italianas. EFE