Ibram reconhece Museu da Humanidade no Rio

  • Por Agencia Brasil
  • 13/01/2014 21h45

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Rio de Janeiro ganhou hoje (13) mais um museu oficial, reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Museu da Humanidade, do Instituto de Pesquisa e Arqueologia do Rio de Janeiro (Ipharj). Criado em 2002, o espaço fica no bairro de Anchieta, na zona norte da cidade, tem 2,4 mil metros quadrados e funciona às sextas-feiras e aos domingos, das 10h às 17h, com visita marcada pelos telefones (21) 3358-0809 e 3358-4908.

Idealizador do espaço, o arqueólogo Cláudio Prado de Mello explica que o prédio do museu reproduz com exatidão o estilo islâmico da dinastia mameluca (1.250DC e 1.517DC), no Oriente Médio. “É um prédio complexo e incomum. É uma recriação desse estilo específico da idade média, extremamente belo, pujante e suntuoso. Temos o uso extensivo de mármores desde os pisos aos tetos”, disse. “Foi um desafio. Demoramos cerca de 35 anos para reunir o acervo, que é muito rico, tanto do Brasil quanto de outros países. Para nós, da instituição, é uma satisfação enorme poder contribuir para o conhecimento coletivo e poder dividir tudo o que reunimos nestes anos todos”.

Com abordagem eclética, as exposições incluem coleções de cerâmica, tecelagem, lamparinas e documentos escritos com exemplares de vários períodos históricos. “Como um museu da humanidade, temos a preocupação de mostrar o desenvolvimento dessas artes passando por diversas culturas do mundo, desde a formação do planeta até o século 19”, explica o arqueólogo. “É um acervo realmente muito extenso e bonito”.

Dentre as relíquias pertencentes ao acervo, Mello ressalta anotações da esposa do pintor germânico renascentista Lucas Cranach (1473-1553), descobertas em capas de livros do período. “Naquela época, como não tinham muito papel disponível, pois era um produto caro, quando faziam as capas de livros aproveitavam as cartas de correspondência que viravam lixo e colavam uma na outra com cola de farinha até virar papel grosso”, diz o arqueólogo. “Estudiosos conseguiram descobrir essas cartas retirando essa cola de farinha”.

Edição: Fábio Massalli

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