Igreja Anglicana da Inglaterra aprova a ordenação de bispas

  • Por Agencia EFE
  • 17/11/2014 14h19

Londres, 17 nov (EFE).- O sínodo geral da Igreja da Inglaterra aprovou formalmente nesta segunda-feira a ordenação de bispas após a aprovação do último trâmite no Comitê eclesiástico do parlamento e suas duas Câmaras – Comuns e Lordes – que permitirá as primeiros nomeações em 2015.

Em um ato histórico na sede oficial da Igreja Anglicana, em Londres, a maioria dos membros do sínodo votaram a favor de emendar a lei canônica para incluir a possibilidade de as mulheres serem consagradas como bispas.

A votação, que durou apenas alguns minutos, foi o fim de um processo iniciado em julho quando o sínodo, então reunido em York, no norte da Inglaterra, deu sinal verde para a ordenação de mulheres ao bispado.

20 anos depois das primeiras ordenações de mulheres sacerdotes na Inglaterra, em 1994, a porta está agora aberta para que elas sejam consagradas bispas, o que deve começar a acontecer em janeiro de 2015, quando surgirão vagas em algumas dioceses.

A votação de hoje, a última deste processo, põe fim a décadas de intensos debates e divisões dentro da Igreja anglicana, que mostrou hoje uma frente comum majoritária, com poucas exceções a dar este passo histórico.

Uma tentativa anterior de conseguir a consagração de bispas foi barrado em novembro de 2012, quando o sínodo geral rejeitou por seis votos aprovar essa legislação após meses de divergências entre o setor conservador e o reformista.

Embora na Inglaterra o consenso tenha sido finalmente alcançado, a ordenação de bispas ainda causa atritos com outros ramos da Igreja Anglicana em várias partes do mundo, e o arcebispo de Canterbury, Justin Selby, enfrenta o desafio de preservar a unidade.

Dos 165 países em que há este credo – cerca de 85 milhões de fiéis-, a ordenação de bispas é aceita em Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, com um total de 29 mulheres já consagradas.

Na Inglaterra – as outras regiões têm seus próprios ramos anglicanos, dos 7.798 sacerdotes, 1.781 são mulheres. EFE