Incêndios do norte de Portugal arrasam mais de 5 mil hectares

  • Por Agencia EFE
  • 11/08/2015 19h59

Lisboa, 11 ago (EFE).- A série de incêndios florestais que atingiu o norte de Portugal nos últimos dias queimou pelo menos 5 mil hectares, a maior parte em dois focos já controlados.

Hoje, quatro dias após o início da maior temporada de incêndios do ano, as autoridades combateram vários grandes focos em Gouveia, no distrito de Guarda; em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo; e em Vieira do Minho, em Braga.

O incêndio de Gouveia foi o que mais preocupou as autoridades por estar próximo a valiosas paisagens naturais do Parque Natural da Serra da Estrela e, por isso, contou com quase 300 soldados para combater as chamas.

Os bombeiros, no entanto, conseguiram controlar de manhã os focos que surgiram no sábado passado nas localidades de Vila Nova de Cerveira e Monção, anexas à fronteira com a província de Pontevedra, na Espanha.

Calcula-se que cerca 3 mil hectares foram queimados em Vila Nova de Cerveira. Elas se somam a outros mil hectares da vizinha Caminha, onde o fogo começou ontem. O prefeito de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, disse à Agência Efe que os 3 mil hectares são um cálculo preliminar e afirmou que o fogo pode ter atingidos mais locais.

Em Monção, o outro município da fronteira entre o norte de Portugal e a Galícia castigado pelas chamas, calcula-se que, aproximadamente, mil hectares foram afetados.

Ontem, o governo de Portugal atribuiu os incêndios às “muito severas” condições meteorológicas no país, que sofre com o calor e a seca extrema, e afirmou que não faltaram meios para combatê-los.

Os últimos dados oficiais, divulgados na semana passada, indicaram que até o final de julho tinha quadruplicado o número de hectares queimados pelos incêndios, chegando a 28 mil.

Portugal, que tem uma área florestal de 3 milhões de hectares, é considerado o Estado europeu mais atingido pelas chamas entre 2000 e 2010, com uma superfície média queimada superior à de países maiores, como a vizinha Espanha. EFE