Incêndios em 2 escolas elevam para 94 o número de ataques em Santa Catarina
Rio de Janeiro, 7 out (EFE).- O incêndio de duas escolas na cidade de Navegantes nesta terça-feira elevou para 94 o número de ataques violentos contra o estabelecimentos, veículos públicos e privados ocorridos nos últimos 12 dias em Santa Catarina.
A onda de violência já deixou pelo menos três mortos. Foram incendiados 41 ônibus, 16 carros particulares e duas escolas. Além disso, oito postos, cinco veículos e 23 casas de policiais foram alvejadas pelos bandidos.
Os ataques se estenderam a 31 cidades de Santa Catarina. As autoridades regionais atribuem as ações a um grupo criminoso que domina as prisões do estado. Os atentados seriam uma represália à intensificação das operações de combate ao tráfico de drogas.
Apesar da redução dos ataques nos últimos dias, nem mesmo a chegada da Força Nacional de Segurança e das medidas especiais adotadas para garantir a ordem pública durante as eleições conseguiram interromper as ações criminosas.
Além dos ataques incendiários às duas escolas, entre a noite de ontem e a madrugada de hoje foram registrados outros três atentados: o incêndio de dois ônibus nas cidades de Blumenau e Joinville, e de um quiosque em uma praça no centro de Navegantes.
Segundo testemunhas, um grupo de desconhecidos invadiu uma escola no bairro São Domingos, em Navegantes, e ateou fogo em três salas de aula.
A ação se repetiu duas horas depois em outra escola, localizada a cerca de 650 metros da primeira, mas a polícia não sabe se os dois ataques estão vinculados.
Essa é a terceira onda de violência similar registrada em Santa Catarina nos últimos dois anos. As anteriores também foram atribuídas à organização criminal que domina as prisões estaduais.
O governo de Santa Catarina garantiu que não vai flexibilizar as operações de combate ao tráfico de drogas na região.
Além de adotar medidas para garantir a segurança, o governo ordenou a transferência de presos que cumprem pena em Santa Catarina, apontados como responsáveis pelos atentados, para outros estados.
A onda de violência obrigou que as empresas de transporte coletivo reduzissem a oferta de ônibus em horários noturnos. Comerciantes também têm fechado suas portas mais cedo que o habitual. EFE
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