Infanta Cristina é acusada de fraude fiscal e lavagem de dinheiro

  • Por Agencia EFE
  • 07/01/2014 08h41

Palma de Mallorca (Espanha), 7 jan (EFE).- A infanta Cristina, filha do rei da Espanha, foi convocada a depor em 8 de março como acusada por fraude fiscal e lavagem de dinheiro, anunciou nesta terça-feira o juiz instrutor do “caso Nóos”, José Castro,

O ex-marido de Cristina, Iñaki Urdangarin, foi presidente do Instituto Nóos e também foi indiciado no caso, assim como seu ex-sócio Diego Torres.

Os dois são acusados pelo desvio entre 2004 e 2007 de 6,1 milhões de euros de fundos públicos por meio do Instituto Nóos, uma instituição sem fins lucrativos.

Esta é a segunda ocasião em que Castro cita como acusada a filha do monarca espanhol. Na primeira vez, no entanto, em abril de 2013, o indiciamento foi suspenso depois que a Promotoria Anticorrupção apresentou recurso diante da Audiência Provincial de Palma (Ilhas Baleares).

A Audiência deixou sem efeito a acusação mas indicou novas linhas de investigação para averiguar se a infanta Cristina poderia estar envolvida em delitos fiscais e lavagem de dinheiro através da empresa Aizoon, da qual é proprietária ao lado de seu marido.

Em 9 de dezembro, o juiz do tribunal de Palma de Mallorca pediu as partes que se pronunciassem sobre a acusação da infanta.

Só o sindicato Mãos Limpas, que desempenha a acusação popular, declarou-se favorável que Castro convoque a infanta, enquanto a Promotoria Anticorrupção, a Advocacia do Estado e as representações processuais de Iñaki Urdangarin, Diego Torres e a própria filha do rei se manifestaram contrárias à acusação.

Diferentes relatórios da Agência Tributária não apontam para delitos e a Promotoria Anticorrupção ressaltou, depois que Castro solicitou sua opinião, que contra a filha mais nova do rei só há “conjeturas ou suspeitas”.

O promotor encarregado do caso, Pedro Horrach, afirmou em seu último relatório ao juiz instrutor que da investigação levada a cabo sobre a infanta não se obtiveram “indícios incriminatório dos quais poderiam se retirar uma acusação”. EFE