Instituto Butantan apresenta projeto que pode avançar em dois anos a produção de vacina contra dengue

  • Por Jovem Pan
  • 24/03/2015 07h51
SÃO PAULO, SP, 19.02.2015: DENGUE-SP - Funcionários da Prefeitura de SP realizam um trabalho no combate à dengue no bairro da Penha, na zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira (19). (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress)Funcionários da Prefeitura realizam um trabalho no combate à dengue no bairro da Penha

O Instituto Butantan, em parceria com o governo do estado de São Paulo, apresenta nesta terça-feira (24) solicitação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antecipação da fase final de testes clínicos em humanos da vacina contra o vírus da dengue. O avanço prevê que o processo seja adiantado em até dois anos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã Jovem Pan, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, se diz otimista e afirma que o medicamento se mostrou seguro: “o único efeito colateral é vermelhidão no local da injeção”. A vacina é compatível com quatro tipos do vírus da dengue.

O objetivo do governo, de acordo com Uip, é ampliar o número de voluntários para o Instituto. “Vamos testar com mais rapidez a vacina contra os quatro sorotipos e depois começar a produção em larga escala”, e diz que a vacina poderá ser usada em breve caso projeto seja aprovado, “2016 ou 2017, e aí entra na fase da produção da vacina”.

Na entrevista, Uip explica a razão de, segundo pesquisa da própria Secretaria, 30 dos 645 municípios do estado de São Paulo concentrarem dois terços dos casos de dengue. “Nós temos vários motivos, mas um deles, e fundamental, é se você teve contato ou não com o sorotipo prevalente”, expõe. Ele também conta que o governo vai anunciar nesta quarta-feira (24) um pacote de medidas para controle da contaminação. “O governo de São Paulo esteve cumprindo seu papel durante todo esse tempo, mas entendemos que estamos no memento de fazer mais, então amanhã estaremos apresentando um programa completo em todas as áreas que têm a ver com o vírus, da informação à redução de danos”, adianta.

Ouça entrevista completa no áudio acima.