Itália prende 8 traficantes que estavam em barca onde morreram 49 imigrantes

  • Por Agencia EFE
  • 18/08/2015 12h37

Roma, 18 ago (EFE).- A polícia italiana prendeu oito pessoas – três marroquinos, um sírio e quatro líbios – acusadas de serem os supostos traficantes que viajavam na embarcação em que foram achados mortos 49 imigrantes no dia 15 de agosto, conforme informou nesta terça-feira a promotoria da cidade de Catânia, na região da Sicília.

Os oito detidos, com idades entre 18 e 30 anos, são acusados de imigração clandestina e homicídio e foram reconhecidos por alguns dos 300 imigrantes que viajavam na embarcação como a tripulação encarregada de levá-los da Líbia ao litoral italiano, acrescenta o comunicado divulgado.

Os corpos de 49 pessoas foram encontrados no sábado pela Marinha italiana amontoados no interior de uma barca na qual viajavam com outros 312 imigrantes a 21 milhas do litoral da Líbia.

A embarcação, que segundo os depoimentos zarpou do porto líbio de Zuwara, foi localizado pela Marinha italiana e, posteriormente, os 312 sobreviventes e os 49 corpos sem vida foram transferidos ao navio norueguês “Siem Pilot”, que opera na operação europeia “Tritão”, e que atracou ontem no porto de Catânia (região).

Os sobreviventes apontaram um marroquino identificado como Ayooub Harboob como o dono da embarcação, de 13 metros de comprimento, enquanto o restante se ocupava de “dar água” e “manter a ordem” entre os imigrantes devido ao elevado número de pessoas que viajavam.

A primeira hipótese estudada pela promotoria após ouvir os depoimentos é que os 49 imigrantes morreram por “falta de ar e exalação do fumaça do motor”.

Os sobreviventes também explicaram como os traficantes impediram que os imigrantes saíssem, utilizando cintos, bastões, socos e chutes”.

Os 312 sobreviventes foram acompanhados a diferentes centros de amparo do país, enquanto os 49 mortos serão enterrados em cemitérios sicilianos.

A prefeitura de Catânia decretou o luto pela morte desses imigrantes para esta terça-feira e liberou 49 balões brancos em lembrança às vítimas. EFE