Japão pede cooperação do G7 para estabilizar mercado financeiro após “Brexit”

  • Por EFE
  • 28/06/2016 12h03

Em coletiva de imprensa em Tóquio

Primeiro-monistro japonês Shinzo Abe condenou veementemente o teste atômico anunciado pela Coreia do Norte

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu, nesta terça-feira (28), a cooperação entre os países do G7, grupo das sete maiores economias mundiais, para tomar medidas destinadas a estabilizar os mercados financeiros e de divisas após os choques que estão sofrendo por causa do “Brexit”, a saída britânica da União Europeia.

“É importante que o G7 faça uma força e continue enviando mensagem ao mercado de que faremos todo o possível para conseguir a estabilidade”, afirmou o estadista nipônico. O Japão ocupa a presidência rotativa do grupo durante reunião com representantes empresariais.

No encontro também participaram o ministro das Finanças, Taro Aso e o governador do Banco do Japão (Boj), Haruhiko Kuroda, que destacaram, ao lado de Abe, a necessidade de “seguir acompanhando de perto os movimentos do mercado” e de “tomar medidas se for necessário”.

A Bolsa de Tóquio acusou a alta da moeda japonesa, considerada uma divisa refúgio em tempos de incerteza, frente ao dólar, o euro e a libra esterlina, uma tendência que prejudica os exportadores japoneses.

O iene fechou, na última sexta-feira (24), no pregão de Tóquio, em seus níveis mais elevados desde 2012 e 2013. Um comunicado emitido pelo G7 após a confirmação da vitória do “Brexit” apontava a possíveis medidas de estímulo.

Os países bloco estão “prontos para utilizar instrumentos de liquidez” para enfrentar os efeitos adversos nos mercados do “Brexit”, disse a nota assinada pelos ministros de Finanças e governadores de bancos centrais do grupo, composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.