Jaques Wagner recebe carta de senadores pedindo apoio de Dilma a novas eleições

  • Por Estadão Conteúdo
  • 28/04/2016 11h33
Brasília - O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, fala sobre o rompimento do PMDB com o governo (Valter Campanato/Agência Brasil)Ministro-chefe do Gabinete da Presidência

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) entregou, nesta quinta-feira (28), carta de duas páginas ao ministro Jaques Wagner pedindo à presidente Dilma Rousseff apoio para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a antecipação de eleição presidencial para outubro. Em entrevista após o encontro, o senador relatou que a proposta foi apresentada, na última quarta-feira (27), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje deverá ser discutida por Wagner e Dilma. A carta é assinada por 11 senadores.

“É do mais alto cargo da República que deve vir o apoio decisivo a essa proposta (…), que tem o condão de unificar o País para sairmos do impasse que paralisa a economia e impõe incertezas ao Brasil e aos brasileiros pelo que se desenha no processo de impeachment, que se arrasta no Congresso Nacional e pode agravar ainda mais esse cenário”, destaca um trecho da carta. “Apelamos à Vossa Excelência em favor de uma posição altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular, para que se reconheça a gravidade do momento e se coloque à disposição do povo brasileiro, acatando soberana decisão do Congresso Nacional pela convocação de novas eleições presidenciais”, acrescenta. 

Na entrevista, Randolfe disse que o objetivo da proposta não é protelar o processo de impeachment. Ele disse ainda que há espaço em setores do Congresso para propor à presidente que, por meio de um projeto de resolução, sugira um referendo simultâneo às eleições municipais de outubro sobre a continuidade ou não do mandato de Dilma. 

A proposta feita na carta já está sendo discutida pelo Palácio do Planalto. A equipe da presidente Dilma, no entanto, sempre avaliou que a proposta de antecipar as eleições não deveria partir formalmente do governo, que demonstraria, assim, fraqueza no atual processo de impedimento.