Jeremy Corbyn é eleito novo líder do Partido Trabalhista britânico

  • Por Agencia EFE
  • 12/09/2015 10h21

Londres, 12 set (EFE).- O veterano deputado esquerdista Jeremy Corbyn foi proclamado neste sábado novo líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, após vencer outros três candidatos nas eleições internas da legenda.

Corbyn, de 66 anos, ganhou já no primeiro turno com 251.417 votos (59,5%), seguido de longe pelo mais centrista Andy Burnham, que ficou segundo com 80.462 sufrágios (19%).

Yvette Cooper, a outra aspirante de centro, ficou na terceira posição com 17% do apoio, enquanto Liz Kendall, representante da ala de direita do partido, ligada ao Novo Trabalhismo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, foi a última colocada, com 4,5%.

A participação nestas primárias, cuja votação começou em 14 de agosto, foi de 76,3% do total de 550.000 filiados com direito a voto, segundo indicou o partido durante um congresso especial em Londres.

Após ser proclamado líder, Corbyn ressaltou “o enorme exercício democrático” que foram estas primárias e agradeceu o trabalho e as conquistas individualmente a cada um de seus oponentes.

O novo líder prometeu fomentar um partido “inclusivo, democrático e que escute seus militantes”, e se mostrou disposto a trabalhar com todos os setores da legenda, que enfrenta o risco de tensões internas.

Corbyn teve palavras de afeto para seu antecessor no cargo, Ed Miliband, que renunciou após a derrota eleitoral de 7 de maio, e pediu à imprensa que deixe “em paz” sua família.

Nestas eleições primárias puderam votar os membros do partido e também qualquer simpatizante que se inscrevesse antes do prazo previsto e por meio do pagamento de 3 libras (cerca de R$ 18), o que resultou na duplicação do eleitorado.

O novo líder, que recebeu o apoio destes novos eleitores, dos tradicionais e dos principais sindicatos do país – que contribuem ao financiamento do partido -, deu “as boas-vindas” aos novos militantes e aos antigos que retornaram.

O veterano político foi a grande revelação da campanha com uma mensagem contra a austeridade e a favor da nacionalização de certos serviços públicos, como as ferrovias e a energia. EFE