João Doria assume como prefeito de São Paulo e diz que vai “governar para todos”

  • Por Jovem Pan
  • 01/01/2017 16h04
SP - SÃO PAULO/JOÃO DORIA/PREFEITO/ELEIÇÕES - POLÍTICA - O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), acompanhado do vereador eleito Eduardo Suplicy (PT), durante a cerimônia de sua posse e dos 55 vereadores eleitos, na Câmara Municipal de São Paulo, no centro da cidade,neste domingo. 01/01/2017 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDOPrefeito de São Paulo João Doria Jr. durante cerimônia de posse ao lado do vereador Eduardo Suplicy (PT)

João Doria Jr. (PSDB) tomou posse como prefeito da cidade de São Paulo na tarde deste domingo (01).

O tucano reafirmou a promessa de todos os meses despachar ao menos uma vez desde a Câmara Legislativa, onde ocorreu a cerimônia solene. “O poder Executivo respeita o poder legislativo”. Agora, Doria e os convidados se dirigem ao Theatro Municipal, que fica ao lado do Edifício Matarazzo, sede do executivo também no centro, onde ocorrerá a cerimônia oficial de transmissão de cargo com a presença do prefeito anterior Fernando Haddad (PT).

Cerca de 20 pessoas do movimento de esquerda “Juntos!” fizeram um protesto contra Doria em frente ao Palácio Anchieta, sede da Câmara municipal. Por outro lado, outro grupo de populares que apoiam o prefeito furaram a cerca que havia sido feita pela Guarda Civil Metropolitana, abraçaram e tiraram fotos com Doria enquanto ele se encaminhava ao Theatro Muncipal.

Uma pessoa perguntou se haveria demagogia no novo governo, ao que o tucano respondeu na rua: “vai ter gestão, demagogia não”. Doria disse que demagogia havia no mandato anterior, do PT.

“Vamos governar para todos em São Paulo”, disse Doria no começo de seu discurso. João Doria Junior também pregou e garantiu o respeito “à transparência, à obediência estrita à ética na gestão pública, em todos os níveis, à inovação, ao diálogo”. Ele afirmou: “O prefeito e o vice-prefeito estarão sempre abertos ao diálogo”.

O ex-empresário milionário reafirmou ainda a imagem que propagou durante a campanha, de “gestor” e não político. “Sou um gestor e farei gestão na cidade de São Paulo, respeitando os políticos”, disse. Ele garantiu, no entanto, que tem “respeito” aos vereadores, “mas no executivo eu serei um administrador da cidade”, ressalvou.

Doria disse ainda que “o Brasil está em São Paulo. A cidade não é dos paulistanos. São Paulo é dos brasileiros”.

“Começamos uma nova etapa, de ação, de atitude, mas também de humildade”, afirmou o tucano, destacando que se vestirá de gari junto a todos os secretários às 6h da manhã desta segunda (2) para fazer ato político de lançamento de seu projeto de limpeza urbana, a “Cidade Linda”, na avenida Nove de Julho, centro de São Paulo.

Os repórteres Jovem Pan que acompanham o ato verificaram que o local já está sendo restaurado e limpo por funcionários da Prefeitura neste domingo. Há pelo menos cinco pontos com obras sendo realizadas e caminhões de limpeza já com adesivos da “Cidade Limpa”.

Doria também agradeceu a esposa e os filhos, que oram por ele, e disse que “família é a base de tudo”.

Na parte burocrática da sessão, Doria e o vice-prefeito Bruno Covas (PSDB) prometeram “exercer com dedicação e lealdade o mandato, cumprindo e fazendo cumprir” a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Municipal, “defendendo a justiça social, a paz e a igualdade de tratamento entre todos os cidadãos”.

Doria foi eleito no primeiro turno da corrida pelo Palácio do Anhangabaú, algo inédito na capital paulista, com 53,29% dos votos válidos, ou 3.085.187 votos. Durante novembro e dezembro, o tucano anunciou em vários eventos, aos poucos, os 22 novos secretários de sua gestão. Com o prefeito anterior, Fernando Haddad (PT), havia 27 secretarias.

Veja quem é quem no secretariado anunciado por João Doria

Na mesma sessão neste domingo na Câmara tomaram posse os 55 novos vereadores paulistanos eleitos. Cada um fez uma breve declaração ao  microfone jurando cumprir os deveres atrelados ao cargo.

Ao abrir a sessão, o vereador Eduardo Suplicy (PT), que presidiu o encontro por ser o mais velho, passou às mãos de Doria “o último ato de Fernando Haddad”, um decreto antigo prefeito que estabelece comissão para discutir a renda básica de cidadania, um projeto pessoalmente capitaneado pelo vereador petista. No começo de seu discurso, Doria chamou Suplicy de “bom amigo” e “torcedor do Peixe” (Santos), assim como ele.