Jordânia acusa Israel de violar tratado ao bloquear autoridades na Páscoa

  • Por Agencia EFE
  • 21/04/2014 11h24

Amã, 21 abr (EFE).- O governo jordaniano acusou nesta segunda-feira Israel de violar o tratado de paz com a Jordânia de 1994 com suas ações contra a Mesquita de al-Aqsa em Jerusalém, e assegurou que está tomando medidas em coordenação com os palestinos para defender o templo.

“Israel está violando de forma flagrante o tratado de paz e as leis e convenções internacionais”, denunciou o porta-voz do Executivo jordaniano Mohammed Momani, em declarações à agência oficial “Petra”.

Sob o tratado de paz de 1994, Israel reconhece o direito da Jordânia de proteger os lugares santos islâmicos e cristãos de Jerusalém Oriental, ocupado por Israel desde a guerra de 1967.

As autoridades israelenses impediram ontem vários responsáveis jordanianos do departamento de Assuntos Religiosos entrar no complexo da Mesquita de al-Aqsa, a terceira em importância na hierarquia do islã.

O porta-voz jordaniano culpou Israel de quebrar algumas portas e janelas da mesquita e de lançar gases que intoxicaram dezenas de fiéis.

Quanto às medidas adotadas em coordenação com as autoridades palestinas, Momani não deu detalhes mas assinalou que contam com o apoio da Liga Árabe, a Organização da Conferência Islâmica e alguns países europeus.

Essas medidas buscam, segundo o porta-voz, proteger os palestinos de Jerusalém e deter as tentativas israelenses de dividir al-Aqsa, situada na Esplanada das Mesquitas.

A esplanada é considerada o terceiro lugar mais sagrado do islã, após a Meca e Medina, pois lá ficam as mesquitas de al-Aqsa e a Cúpula da Rocha.

Por sua vez, os judeus denominam o lugar como Monte do Templo, pois segundo sua tradição ali ficaram os antigos santuários bíblicos de Jerusalém, o de Salomão e o de Herodes. EFE