Jordânia expulsa embaixador sírio por conta de críticas às autoridades

  • Por Agencia EFE
  • 26/05/2014 10h35

Amã, 26 mai (EFE).- O governo da Jordânia decidiu nesta segunda-feira expulsar o embaixador sírio em Amã, Bahnat Suleiman, por supostas ofensas às autoridades do reino hachemita, informou o Ministério jordaniano das Relações Exteriores.

As autoridades enviaram um memorando à embaixada síria para avisar que Suleiman era tido como uma “persona non grata” e, por isso, deveria abandonar o país em um prazo de 24 horas, explicou o porta-voz Sabah Rafei.

Em comunicado divulgado pela agência oficial Petra, o ministério assinalou que o Executivo tomou essa decisão depois que o embaixador sírio, mesmo com inúmeras advertências, não mudasse sua atitude de criticar a “liderança do reino, seus símbolos, suas instituições e seus cidadãos”, como menciona a nota emitida.

“As ofensas contra a Jordânia e outros países árabes representam uma violação fragrante de todas as convenções diplomáticas”, ressaltou Rafei, em alusão aos comentários do enviado sírio sobre a Arábia Saudita e outros estados do Golfo Pérsico.

A chancelaria jordaniana lembrou que o país acolhe mais de 600 mil refugiados sírios e que essa decisão do governo encerra seis meses de tensas relações entre Suleiman e as autoridades de Amã, que cobravam sua expulsão.

A Jordânia tentou manter uma política de distanciamento da crise síria, defendendo uma solução política entre todas as partes envolvidas, e também realiza uma perseguição aos salafistas jordanianos para evitar que os mesmos se unam às fileiras dos jihadistas na Síria.

Vários países, tanto ocidentais como árabes, expulsaram os embaixadores sírios de seus territórios em protesto pela repressão do regime, pelos massacres de civis e o uso de armas químicas por parte do presidente Bashar al Assad.

A Liga Árabe suspendeu a participação de Damasco em suas atividades em novembro de 2011, reconhecendo a Coalizão Nacional Síria (CNFROS) como o representante do povo sírio, embora não tenha outorgado o assento da Síria no organismo ao grupo. EFE