Jornais estrangeiros repercutem massacre de presos em Manaus

  • Por Estadão Conteúdo
  • 02/01/2017 20h44
AM - REBELIÃO-COMPAJ-MANAUS - GERAL - Ambulâncias com feridos são escoltadas pela policia na saida do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR 174, em Manaus (AM), nesta segunda-feira (2). Pelo menos 80 pessoas morreram durante a rebelião de detentos que ainda acontece no Compaj. Até o momento, sete funcionários da Umanizare ainda são mantidos reféns pelos detentos. Há informações de que o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, está entre os mortos. 02/01/2017 - Foto: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDORebelião em presídio de Manaus - AE 2

O massacre que deixou 60 mortos em penitenciária de Manaus, no Amazonas, nesta segunda-feira, 2, repercutiu em todo o mundo. O americano The New York Times destacou na homepage de seu site a notícia, enfatizando que as facções rivais travam disputa pelo controle do tráfico de cocaína na Amazônia brasileira. “Rebeliões em prisões brasileiras são comuns”, diz a reportagem. “Mas o episódio de Manaus, que incluiu corpos decapitados atirados contra os muros da penitenciária, está entre os mais sangrentos das últimas décadas.” O jornal americano também lembrou que a prisão tinha três vezes mais detentos do que sua capacidade. 

O britânico BBC também divulgou a notícia em sua página principal, destacando que a rebelião ocorreu em uma prisão superlotada e que a “violência terminou 17 horas depois” do início do conflito. O site do italiano La Repubblica frisou o tamanho da carnificina, ressaltando já no título que seis dos detentos foram decapitados. “Muitos agentes se tornaram reféns”, disse.

A notícia foi manchete principal do português Público ao longo da tarde desta segunda. “Os confrontos assumiram proporções de violência extrema”, frisou a publicação. O site espanhol El País enfatizou que “a região norte do Brasil é fundamental para o tráfico internacional de drogas” e que o presídio é dominado pela facção Família do Norte (FDN).

“Motins são comuns em prisões brasileiras, onde a superlotação é regularmente denunciada por organizações de defesa dos Direitos Humanos”, afirmou o jornal francês Le Monde.