Jornalista ferido em protesto continua internado em estado grave

  • Por Agência Brasil
  • 07/02/2014 09h09
Cinegrafista é atingido por artefato explosivo no Rio de Janeiro

Permanece em estado grave o cinegrafista Santiago Idílio Andrade, da emissora Bandeirantes, que foi atingido nesta quinta-feira (6) por explosivo, durante protesto no centro do Rio de Janeiro. O jornalista chegou em coma ao Hospital Municipal Souza Aguiar, passou por uma cirurgia nesta madrugada e está no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

De acordo com informações publicadas nas redes sociais do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, a autoria do ataque não foi confirmada. “Mas se sabe que o profissional não tinha equipamentos de segurança que a empresa deveria garantir, como capacete”.

Rio de Janeiro - Protesto contra o aumento da passagem de ônibus. Policiais e manifestantes entraram em confronto dentro da Estação Central do Brasil (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Protesto contra o aumento da passagem de ônibus. Policiais e manifestantes entraram em confronto dentro da Estação Central do BrasilFernando Frazão/Agência Brasil

Na noite de ontem, dirigentes do sindicato estiveram no hospital Souza Aguiar, acompanhando o caso. A informação é que ele foi atingido no ouvido e nuca e chegou à unidade com afundamento de crânio. Além de Andrade, mais seis pessoas foram levadas para o hospital depois do protesto contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota ontem repudiando o ataque e confirmou que este é o terceiro jornalista ferido em manifestações em 2014. Em São Paulo, o repórter Sebastião Moreira, da Agência EFE, foi agredido por policiais militares e ofreelancer Paulo Alexandre sofreu agressões de guardas civis, em janeiro.

Em nota publicada na internet, o Grupo Bandeirantes de Comunicação disse que acompanha a evolução do quadro do jornalista, junto a parentes dele no hospital, e que registrou o caso na 5º Delegacia de Polícia.

Este é o segundo caso de repórter cinematográfico da Band atingido durante conflitos com a polícia no Rio. Em 2011, Gelson Domingos morreu vítima de um tiro de fuzil. À época, o sindicato dos jornalistas responsabilizou à emissora por não fornecer equipamentos de segurança aos seus profissionais.