Julgamento de neonazistas gregos é suspenso novamente

  • Por Agencia EFE
  • 14/05/2015 16h05

Atenas, 12 mai (EFE).- O julgamento do partido neonazista grego Amanhecer Dourado por assassinato e direção de grupo criminoso foi suspenso novamente nesta terça-feira por conta de vários problemas de procedimento.

O tribunal anunciou que a próxima audiência será realizada no dia 15, já que deve deliberar sobre a ampliação do número de advogados da acusação, a reivindicação de transferência do julgamento a outra sala e o pedido de adiamento por parte dos advogados da defesa -nomeados pelo tribunal- que pedem maior tempo para estudar o caso.

Após o anúncio da suspensão, a audiência continuou alguns minutos para tratar os pedidos do levantamento de condições em relação à libertação do líder de Amanhecer Dourado, Nikolaos Mijaloliakos, que está em prisão domiciliar desde que foi libertado em 20 de março, após cumprir o tempo máximo de detenção preventiva fixado em 18 meses.

Sobre este assunto, o tribunal antecipou que se pronunciará na sexta-feira.

Mijaloliakos, junto ao resto da cúpula, foi preso em setembro de 2013 acusado de direção e filiação a um grupo criminoso após a investigação que seguiu o assassinato do rapper esquerdista Pavlos Fyssas, supostamente pelas mãos de um simpatizante de Amanhecer Dourado.

Nem o líder do partido ultradireitista e nem a maioria dos deputados foram à audiência de hoje na qual estiveram representados por seus advogados.

Dos 68 acusados, só 29 estiveram presentes. Todos, exceto três, devem responder às acusações de direção e filiação a organização criminoso, enquanto alguns também se enfrentam a delitos de assassinato e posse ilegal de armas, arquivos e drogas.

É a terceira vez que o julgamento dos neonazistas gregos, a terceira força parlamentar na Grécia, é suspenso por problemas de forma.

Os principais acusados decidiram não se apresentar em uma tentativa de diminuir o interesse político ao processo e que a expectativa midiática caia.

As organizações anti-racistas e antifascistas se concentraram de novo diante das portas da prisão desde começo da manhã. EFE