Justiça condena dirigentes da OAS a prisão por investigações da Lava Jato

  • Por Agencia EFE
  • 05/08/2015 21h58
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Brasília, 5 ago (EFE).- A Justiça Federal condenou nesta quarta-feira a penas entre 4 e 16 anos de prisão cinco executivos e ex-diretores da construtora OAS por participação na rede de corrupção na Petrobras investigada pela Operação Lava Jato.

As sentenças foram ditadas pelo juiz federal Sergio Moro e as mais pesadas recaíram sobre José Aldemário Pinheiro e Agenor Medeiros, ex-executivos da empresa, condenados a 16 anos e 4 meses de prisão.

Na mesma decisão, Moro condenou a 11 anos de prisão Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli, e puniu com quatro anos de reclusão Fernando Stremel, que também integrava a direção da OAS.

Segundo a sentença divulgada nesta quarta-feira, no caso da OAS foi comprovado que a empresa pagou em cerca de R$ 30 milhões em propina e se beneficiou com contratos para obras em uma refinaria da Petrobras, entre outros negócios.

O escândalo sobre a Petrobras já rendeu condenação à prisão a outros empresários, entre eles três ex-diretores da Camargo Corrêa, sentenças que também foram ditadas por Moro, que condenou a 15 anos e 10 meses de prisão o ex-presidente da Carmago Correa Dalton Avancini e ao antigo vice-presidente Eduardo Leite.

Além disso, foi punido com nove anos e seis meses de reclusão o ex-presidente do Conselho de Administração da companhia João Ricardo Auler.

Assim como ocorreu com os ex-executivos da OAS, as acusações no caso da Camargo Corrêa foram por crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. EFE

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