Justiça suspende execução no Texas poucas horas antes de injeção letal

  • Por Agencia EFE
  • 28/04/2015 20h51

Austin (EUA.), 28 abr (EFE).- Um juiz do Texas, no sul dos Estados Unidos, suspendeu nesta terça-feira, apenas três horas antes do horário programado, a execução de Robert Pruett, condenado a morte pelo assassinato em 1999 de um guarda penitenciário, para repetir os testes de DNA.

Quando todos os olhares estavam voltados para Washington, à espera da decisão final da Suprema Corte, um juiz do distrito do condado de Bee, onde fica a penitenciária em que o crime foi cometido, suspendeu a execução, que estava rodeada de dúvidas, explicou Jason Clark, porta-voz do Departamento de Justiça Criminal do Texas (TDCJ).

Pruett foi condenado em 2002 pelo assassinato três anos antes do guarda Daniel Nagle, mas ele nunca confessou o crime e sempre alegou que a acusação era uma montagem.

Junto do corpo de Nagle, esfaqueado em seu escritório da penitenciária de McConell, as autoridades encontraram uma sanção disciplinar contra Pruett por comer em uma área restrita da prisão, por isso os investigadores o ligar ao crime, mas não foram encontradas impressões digitais nem sangue do preso na arma do crime.

Também não encontraram sangue de Nagle em Pruett, mas a versão de vários presos que testemunharam contra ele e a sanção disciplinar foram suficientes para o júri condená-lo.

Agora, a decisão judicial autoriza a repetir umas provas de DNA que no passado não foram conclusivas, como pedia o advogado de Pruett, David Dow.

Pruett afirma que a condenação foi fruto de uma montagem orquestrado por outras pessoas que queriam acabar com a vida de Nagle, que estava a ponto de denunciar uma rede de corrupção dentro da prisão que envolvia diversos guardas em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Três dias depois do assassinato, 80 réus de McConell tomaram o controle da prisão em um motim que durou várias horas, embora as autoridades tenham negado qualquer vínculo entre os dois fatos.

A emissora britânica “BBC” fez um documentário sobre o caso de Pruett, chamado “Life and Death Row”.

No momento do crime, Pruett tinha apenas 20 anos e cumpria prisão perpétua por um assassinato que cometeu junto com seu pai quando tinha apenas 15.

A próxima execução nos Estados Unidos, também no Texas, está programada para 12 de maio. Derrick Charles deve receber uma injeção letal pelo assassinato em 2002 de três pessoas. EFE