Kerry confirma que se reunirá com dissidentes em viagem a Cuba
Washington, 12 ago (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, confirmou nesta quarta-feira que se reunirá com membros da dissidência cubana na sua visita a Havana desta sexta-feira.
“Me reunirei com dissidentes. Terei uma oportunidade ao longo do dia de me encontrar com eles. São convidados da nossa missão”, indicou o principal responsável da diplomacia americana em entrevistas às emissoras “Telemundo” e “Univisión”.
Kerry explicou que os dissidentes não foram convidados à cerimônia de hasteamento da bandeira na nova embaixada americana em Havana porque será um ato “com espaço muito limitado” e por se tratar de um “momento de governo a governo”.
Haverá um evento posterior na residência do encarregado de negócios americano na ilha, Jeffrey DeLaurentis, ao qual comparecerão membros da sociedade civil cubana, incluindo alguns dissidentes que se reunirão com Kerry.
O secretário de Estado confirmou assim a informação antecipada hoje por uma funcionária do alto escalão da pasta, que falou com jornalistas sob condição de anonimato.
Alguns dos dissidentes confirmaram hoje à Agência Efe que foram convidados para a reunião. Entre eles estão a líder do movimento Damas de Branco, Berta Soler; Elizardo Sánchez, da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN); Miriam Leiva, Antonio González-Rodiles e Manuel Cuesta Morúa.
Kerry também acrescentou que, além da vontade de conversar com a maior quantidade de representantes da sociedade cubana, sairá para passear livremente por Havana “em algum momento do dia”, no qual aproveitará para “obter outras impressões” da realidade do país.
O secretário de Estado não deve se reunir com o presidente cubano, Raúl Castro, nem com o ex-presidente Fidel Castro durante a visita em Havana, que durará menos de um dia.
Acompanharão Kerry na viagem funcionários da Casa Branca e dos departamentos de Estado, Tesouro, Comércio e Defesa, além de personalidades que apoiaram o processo de reaproximação entre os dois países, anunciados no último dia 17 de dezembro. EFE
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