Kerry pede agilidade para negociações de paz entre Colômbia e Farc
Bogotá, 12 dez (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu nesta sexta-feira que as negociações realizadas em Havana, em Cuba, entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se acelerem e no próximo ano o país possa chegar a um acordo de paz.
“Os Estados Unidos estão ao lado dos senhores neste trajeto e esperamos que 2015 seja um ano que traga a prosperidade, a segurança e a paz tão almejada. Esperamos que 2015 seja o ano dessa paz”, disse Kerry após se reunir com Santos em Bogotá.
O chefe da diplomacia americana disse que antes da reunião com Santos e a chanceler, María Ángela Holguín, conversou com o chefe da equipe negociadora do governo colombiano, Humberto de la Calle, e com o alto comissário de Paz, Sergio Jaramillo, que viajaram para Bogotá procedentes de Cuba, onde está sendo realizado o 31º ciclo dos diálogos de paz.
“Foi uma reunião extremamente produtiva nesta manhã e agradeço por ter conseguido tempo para poder vir”, disse Kerry, acrescentando que retornará para Washington com mais ideias sobre o processo.
O secretário de Estado reiterou o apoio do governo do presidente americano, Barack Obama, aos esforços de paz de Santos, e pediu para as partes agilizarem os diálogos.
“O tempo pressiona e quanto mais tempo passa mais difícil vai ser, instamos todo mundo a aproveitar o tempo, a se movimentar e seguir adiante”, disse.
Kerry ressaltou que o esforço para dar velocidade aos diálogos “não pode ser de uma parte”, por isso encorajou às Farc a avançarem nas conversas.
“Os Estados Unidos apoiarão incansavelmente a Colômbia para chegar a uma paz negociada”, afirmou o secretário, que reconheceu no entanto “que isto não é fácil”, porque sempre há setores “críticos” que se opõem às conversas e querem “retroceder”.
Kerry garantiu que ele e Obama estão “comprometidos a que se chegue a uma solução pacífica do conflito”, porque se o governo alcançar um acordo com a guerrilha, “essa paz vai desencadear potencialidades enormes não somente na Colômbia, mas em toda a região”, o que “pode ter implicações em nível global”.
“As negociações não são fáceis”, disse o secretário de Estado, ponderando, no entanto, que nunca viu um conflito ser resolvido facilmente.
Santos, por sua parte, agradeceu ao permanente apoio dos Estados Unidos e disse que um acordo de paz seria fechar com “chave de ouro” uma parceria de décadas entre os dois países, para assim se iniciar uma nova fase pós-conflito. EFE
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