Kim Jong-un ordena que tropas da fronteira Sul fiquem prontas para o combate

  • Por Agencia EFE
  • 21/08/2015 01h20

Seul, 21 ago (EFE).- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou nesta quinta-feira que as tropas norte-coreanas situadas na fronteira com a Coreia do Sul fiquem prontas para o combate após declarar um “quase estado de guerra” com o país vizinho.

Kim convocou uma reunião de emergência da comissão militar central do partido único horas depois de uma troca de tiros entre Norte e Sul na denominada Zona Desmilitarizada (DMZ), informou nesta quinta-feira a agência sul-coreana “Yonhap”.

O líder norte-coreano ordenou a seus comandantes que se dirijam à primeira linha das tropas para preparar as operações militares.

“Os comandantes do Exército Popular de Coreia foram rapidamente enviados junto às tropas de primeira linha a fim de comandar as operações militares para destruir as ferramentas de guerra psicológica caso o inimigo não interrompa a emissão de propaganda nas próximas 48 horas”, afirmou a Televisão Central da Coreia do Norte (KCTV) em transmisssão noticiada pela “Yonhap”.

Kim ordenou a preparação de suas tropas para “possíveis contra-ataques do inimigo”, acrescentou emissora norte-coreana.

O novo conflito entre as duas Coreias começou na quarta-feira, quando o Exército Popular norte-coreano disparou com artilharia em direção à área onde se encontra a unidade militar sul-coreana de Yeoncheon, localizada na parte oeste da Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide ambos os países.

A Coreia do Sul, que detectou o ataque através de seus radares militares, não sofreu danos pessoais ou materiais, segundo confirmou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa de Seul.

Pouco depois do incidente, a Coreia do Norte ameaçou de novo com ações militares se o Sul não interrompesse a campanha de propaganda anti-norte-coreana em um prazo de 48 horas a partir das 17h locais (5h de quinta-feira).

Pyongyang já havia ameaçado realizar “ataques indiscriminados” se Seul não suspendesse as transmissões na fronteira, indicou a agência sul-coreana. EFE