Kim Jong-un substitui responsáveis por política militar após crise com Seul

  • Por Agencia EFE
  • 28/08/2015 05h57

Seul, 28 ago (EFE).- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, substituiu membros da Comissão Militar Central, informaram nesta sexta-feira meios de comunicação estatais, em uma ação que analistas vinculam ao recente ataque com minas a seu vizinho do Sul que provocou uma grave crise militar.

O ditador norte-coreano “despediu alguns membros da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores e nomeou outros novos”, afirmou a agência “KCNA” em comunicado sobre a última reunião deste poderoso organismo de Pyongyang.

O meio estatal norte-coreano não revelou os nomes dos funcionários demitidos nem ofereceu detalhes sobre a data ou os motivos das substituições.

Analistas na vizinha Coreia do Sul acreditam que as substituições poderiam estar relacionadas com o ataque com minas do último dia 4, que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos e foi origem de um grave episódio de tensão militar com a Coreia do Norte.

Nas negociações que puseram fim a esta crise militar, o regime de Kim Jong-un aceitou “lamentar” o fato, apesar de não reconhecer sua responsabilidade.

Na reunião da Comissão Militar Central, Kim Jong-un se referiu ao acordo com Seul ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores “tomou decisões firmes e estabeleceu políticas estratégicas para pôr a difícil situação sob controle”.

O líder assegurou que a Coreia do Norte conseguiu negociar a paz com o Sul graças a sua “grande força militar, com a dissuasão nuclear como meio de autodefesa”, segundo o comunicado da “KCNA”.

Deste modo, destacou que é necessário “canalizar os esforços para dar uma máxima prioridade ao fortalecimento da capacidade militar para a defesa nacional”, em linha com a política Songun (que prioriza o setor militar) herdada de seu pai, o falecido ditador Kim Jong-il.

Em seu recente acordo, Norte e Sul se comprometeram a abrir uma nova etapa de diálogo que ponha fim às frequentes hostilidades, embora ambos países tenham destacado a importância de manter uma defesa forte e preparada para qualquer contingência. EFE