Leopoldo López se entrega à Guarda Nacional venezuelana em praça de Caracas

  • Por Agencia EFE
  • 18/02/2014 14h42
Leopoldo LópezLeopoldo López

Caracas, 18 fev (EFE).- O dirigente opositor venezuelano Leopoldo López se entregou hoje a membros da polícia local, a Guarda Nacional, que o levaram para um veículo enquanto seus seguidores protestavam contra a ação.

López, contra quem há uma ordem de prisão pelos distúrbios de quarta-feira após o fim de uma passeata, que terminaram com três mortos, foi introduzido em um carro blindado da Guarda Nacional, saiu entre centenas de seus seguidores, segundo constatou a Agência Efe.

A viatura foi acompanhada por dois automóveis com políticos do partido Vontade Popular, liderado por López.

O ex-prefeito do município de Chacao tinha afirmado momentos antes que iria se entregar para “justiça injusta” e uma “justiça corrupta”, mas assegurou que não viveria na clandestinidade nem sairia do país.

“Se meu encarceramento vale para o despertar de um povo, para que a Venezuela desperte definitivamente e que a maioria dos venezuelanos que queremos mudança possamos construir essa mudança em paz e em democracia, então vale este encarceramento infame”, afirmou.

“Quantas vezes Maduro disse que me queria preso? Quantas vezes disse que dava instruções para que me levassem preso?”, proclamou López agarrado a uma estátua.

“Nós juntos temos que estar claros que temos que construir uma saída. Tem que ser pacífica no marco da constituição, mas também tem que ser na rua”, disse.

Um tribunal de Caracas emitiu ordem de prisão contra López na quarta-feira passada o acusando de vários delitos, entre eles homicídio e terrorismo, após os incidentes que desembocaram em três mortos e dezenas de feridos no final de uma manifestação estudantil e opositora.

Maduro responsabilizou pessoalmente López pela violência e o chamou de “covarde” e “fascista”.

Segundo versões de imprensa local, funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) e civis dispararam nas imediações do local da manifestação em áreas onde ocorreram duas das três mortes. EFE