Líbano amanhece de luto após atentado que deixou 43 mortos e 239 feridos

  • Por EFE
  • 13/11/2015 11h01
SHI02 BEIRUT (LÍBANO) 12/11/2015 .- Vista de los desperfectos causados por los dos ataque suicidas perpetrados en el suburbio de Burj Barajneh en Beirut, Líbano, hoy 12 de noviembre de 2015. El grupo yihadista Estado Islámico (EI) se atribuyó en un comunicado difundido por internet el doble atentado suicida que provocó hoy al menos 41 muertos y 200 heridos en un feudo del grupo chií libanés Hizbulá ubicado en el sur de Beirut. EFE/Nabil MounzerAtaques suicidas no subúrbio de Burj Barajneh

O Líbano amanheceu nesta sexta-feira em luto nacional após o atentado perpetrado ontem contra um reduto do grupo xiita Hezbollah no sul de Beirute e que deixou pelo menos 43 mortos e 239 feridos, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde.

As bandeiras ondeiam a meio mastro nas administrações e edifícios públicos, enquanto escolas, universidades e institutos técnicos estão fechados após uma decisão tomada nesse sentido pelo ministro da Educação, Elias Saab.

Os responsáveis libaneses e a imprensa do país condenaram de maneira unânime dito atentado, reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). O jornal “An-Nahar” afirmou que trata-se do maior ataque do EI no Líbano, “que viola a calma que prevalecia”.

Por sua vez, o jornal “As Safir” disse que “o Líbano responde (ao atentado) com sua união nacional”. Além disso, em seu editorial, o jornal afirmou que os terroristas fizeram do Líbano “uma terra de jihad”.

“O Líbano se transformou no centro da parte dianteira, no coração do terrorismo. Cenas que os libaneses viam no Afeganistão, Iraque e Síria, agora são vistas em Beirute”, acrescentou.

Condenação internacional

Organizações como a ONU e a Liga Árabe condenaram o atentado.

Em comunicado, o secretário-geral da organização pan-árabe, Nabil Elaraby, rotulou o atentado de “atroz” e expressou sua “solidariedade total com o povo e o governo libanês em sua luta contra o terrorismo e o extremismo”.

Além disso, países como os Estados Unidos e Arábia Saudita, de confissão majoritária sunita, também denunciaram o ataque.

Em entrevista à agência oficial saudita de notícias “SPA”, o embaixador de Riad em Beirute, Ali Asiri, disse que seu país “condena com força” o atentado, e transferiu “suas condolências aos parentes dos mortos, assim como ao governo e ao povo do irmão Líbano”.

A ONG Human Rights Watch qualificou o ato terrorista de “cruel e desprezível” e disse que é o primeiro ataque na capital libanesa desde que um suicida atacou um hotel em junho de 2014.

Além disso, a ONG pediu às autoridades libanesas que “tomem as medidas apropriadas para acalmar as tensões e um potencial surto de violência como resposta ao ataque”.

Por sua vez, o porta-voz das Brigadas Abdullah Azam, um grupo terrorista vinculado à Al Qaeda, escreveu em sua conta no Twitter que “o subúrbio (sul do Líbano) está afogado em sangue, em seu ambiente, já que não cessam de enviar assassinos e criminosos à Síria”.

O EI, de confissão sunita, luta na Síria contra os milicianos do Hezbollah, xiita, que são aliados do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, no conflito civil que acontece no país desde 2011.