Libertados dois soldados sequestrados pelas Farc no leste da Colômbia
Bogotá, 25 nov (EFE).- Os soldados colombianos César Rivera e Jonathan Díaz, sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 9 de novembro, foram libertados nesta terça-feira em uma operação humanitária liderada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), informou o organismo.
A entrega dos reféns ocorreu em uma zona rural perto da cidade de Tame, no departamento de Arauca, localizado na fronteira com a Venezuela.
Os soldados foram examinados por um médico do CICV, que constatou que os dois militares estavam aptos para serem levados, provavelmente nas próximas horas, para Bogotá, onde seus familiares os aguardam.
Díaz e Rivera foram levados para a cidade de Tame em um helicóptero com o emblema do CICV, do qual desceram por conta própria ao lado de representantes do exército.
Antes de partir para Bogotá, espera-se que os soldados se reúnam com o vice-ministro da Defesa, Jorge Enrique Bedoya, que chegou nesta manhã a Arauca para supervisionar a operação.
A ação contou com a participação do diretor do CICV na Colômbia, Christoph Harnisch, do responsável do organismo em Arauca, de uma médica e de representantes do governo de Cuba e da Noruega, países mediadores do processo de paz com as Farc.
“A participação do CICV para facilitar a libertação foi possível graças à aceitação de sua atuação como intermediário neutro e imparcial por todas as partes em conflito”, disse Harnisch.
O Ministério da Defesa agradeceu em comunicado o acompanhamento do CICV e da representação de Cuba e da Noruega no “trabalho conjunto com a polícia” na operação, e reiterou o “compromisso” do governo no cumprimento dos protocolos de libertação.
Além disso, afirmou que Rivera e Díaz passarão por exames médicos exaustivos.
O general do exército Rubén Darío Alzate, o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego, sequestrados pelas Farc em 16 de novembro em uma zona florestal do departamento de Chocó, no noroeste do país, continuam sob poder da organização. EFE
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