Líder do Hezbollah afirma que EI e seu califado não têm futuro

  • Por Agencia EFE
  • 04/11/2014 11h19

Beirute, 4 nov (EFE).- O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou nesta terça-feira que “os takfiries (extremistas sunitas) não têm futuro, como também seu projeto não tem”, em alusão ao califado proclamado pelo grupo Estado Islâmico (EI) em parte da Síria e do Iraque.

Em discurso por videoconferência para milhares de seus seguidores reunidos nos bairros do sul de Beirute, por ocasião da festividade da Ashura, destacou que a Síria não caiu nas mãos dos jihadistas.

“O objetivo dos takfiries é dominar Síria, mas já passaram quatro anos sem que consigam, o que é uma vitória para os que lutam para que a região não caia em seu poder”, acrescentou.

Nasrallah qualificou isto de “façanha” e disse estar orgulhoso com a participação dos combatentes do Hezbollah junto ao exército sírio na guerra contra os extremistas.

O dirigente xiita advertiu que não se retirarão da Síria, onde combatem o EI e a Frente al Nusra – filial da Al Qaeda na Síria, aos rebeldes do moderado Exército Livre Sírio (ELS).

Segundo ele, a situação de seus homens é “excelente”, assim como em Qalamun, região síria próxima ao Líbano recuperada pelo exército sírio graças à ajuda do Hezbollah.

Nasrallah avisou que a presença de seu grupo na Síria não o impede de estar preparado “a enfrentar qualquer eventualidade no sul do Líbano”, em referência às ameaças israelenses.

“Não há um lugar, aeroporto ou porto onde nossos foguetes não possam chegar na Palestina ocupada. Tudo o que os israelenses dizem expressa sua fraqueza, sua inquietação e não sua coragem”, disse Nasrallah, que acrescentou que o Hezbollah é “mais forte e mais experiente do que antes para combater todos os perigos”.

Este é o segundo discurso em menos de 24 horas de Nasrallah, que ontem, em uma incomum aparição em público, alertou contra o vazio de poder no Líbano e afirmou que o que acontece na região não é um conflito sectário entre sunitas e xiitas, mas político. EFE