Líderes do Sudão do Sul terão 60 dias para formar governo de transição

  • Por Agencia EFE
  • 10/06/2014 18h18

Adis-Abeba, 10 jun (EFE).- O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder rebelde, Riek Machar, decidiram nesta terça-feira em Adis-Abeba fixar um prazo de 60 dias para formar um governo de transição de união nacional, anunciou o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn.

Desalegn, presidente também da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad), informou do acordo após o encontro deste bloco de potências da África Oriental, mediador no conflito entre Kiir e Machar, na nova rodada negociadora aberta na capital etíope.

“Os dois líderes se comprometeram a completar um diálogo no prazo de 60 dias para formar um governo de transição de união nacional”, disse o líder etíope.

Kiir e Machar, segundo Desalegn, se comprometeram perante os chefes de Estado da Igad a “renovar seu compromisso” para pôr fim ao conflito do Sudão do Sul.

No entanto, lamentou que as “altas expectativas” levantadas pela assinatura do cessar-fogo por ambos líderes, em seu primeiro tête-à-tête no último dia 9 de maio, não impediu “uma triste tendência a continuar a guerra”.

As partes confrontadas na crise sul-sudanesa, que explodiu em dezembro do ano passado, enviaram delegados de paz durante meses a Adis-Abeba, onde já foram assinados dois acordos de cessar-fogo desde janeiro.

O conflito político iniciado no Sudão do Sul entre Kiir, de etnia dinka, e Machar, dos nueres e deposto um ano antes, rapidamente derivou em um conflito étnico entre comunidades que se atacaram nos últimos meses.

As acusações de Kiir a Machar, de ter liderado uma tentativa golpista, desencadearam enfrentamentos que causaram milhares de mortos nestes meses seis meses e colocaram à beira da guerra civil este jovem país, que conquistou sua independência do Sudão em julho de 2011. EFE