Líderes europeus discutem saída temporária da Grécia da Zona do Euro

  • Por Jovem Pan
  • 12/07/2015 21h25

Reunião do Eurogrupo neste domingo

Reunião do Eurogrupo neste domingo

Neste domingo (12), o governo da Grécia assumiu que não terá outra saída além de aceitar boa parte das medidas postas sobre a mesa por seus sócios da Zona do Euro como condição para conseguir um terceiro resgate e, ao mesmo tempo, rejeitou a participação do Fundo Monetário Internacional em sua economia. Entretanto, o Eurogrupo considera a saída temporária do país da Zona do Euro.

De acordo com reportagem do jornal alemão ‘Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung’ (FAZ), Berlim sugeriu aos demais líderes europeus a saída temporária da Grécia da zona do euro por cinco anos, período estipulado para que o país conseguisse se reconstruir.

Reunidos na cidade de Bruxelas, os líderes do Eurogrupo discutiram sobre a atual situação financeira vivida pela Grécia e, durante a reunião, levantaram a possibilidade da suspensão, caso o país não cumpra os apontamentos indicados para a liberação do terceiro resgate, que pode ultrapassar 86 bilhões de euros.  O plano ainda direcionaria 25 milhões de euros para os bancos gregos, que permanecem fechados há duas semanas.

Dessa forma, Ministros de Finanças e Economia da zona do euro deram como prazo até a próxima quarta-feira (15) para que o Parlamento grego converse sobre e aprove uma lei que permita a implementação das medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais.

Apesar do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, dizer que “se todas as partes quiserem” é possível que os líderes cheguem a um consenso, a chanceler alemã, Angela Merkel, rebateu: “não haverá acordo a qualquer preço”. Enquanto isso, o presidente francês François Hollande, rejeitou a possibilidade de uma saída da Grécia e disse que fará “de tudo” para manter o país na zona do euro.

Além do auxílio financeiro, as reformas exigidas pelos credores da dívida grega incluem aumento de impostos, reforma no sistema de aposentadoria e a transferência de bens no valor de 50 bilhões de euros a um fundo fiduciário, como garantia de pagamento caso a Grécia necessite de novos créditos.