Luiz Alberto Figueiredo visitará o Paraguai para analisar Cúpula do Mercosul

  • Por Agencia EFE
  • 14/01/2014 17h26

Brasília, 14 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, visitará na próxima quinta-feira o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, com quem discutirá a agenda bilateral e analisará a próxima Cúpula do Mercosul, informou o Itamaraty em comunicado nesta terça-feira.

O ministério afirma na nota que a viagem de Figueiredo a Assunção permitirá dar “seguimento” ao encontro que os dois chanceleres tiveram em Brasília no último dia 11 de dezembro.

No âmbito regional, os ministros analisarão com especial ênfase a próxima Cúpula do Mercosul, que será realizada em 31 de janeiro em Caracas e representará o retorno do Paraguai ao bloco que também integram Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela.

O Paraguai esteve suspenso do Mercosul entre junho de 2011, após a cassação do então presidente Fernando Lugo, e agosto do ano passado, quando Horacio Cartes assumiu o cargo.

Ao mesmo tempo que se suspendeu o Paraguai, em junho de 2011 o Mercosul aceitou como membro a Venezuela, apesar do Congresso paraguaio ter vetado sua adesão, um assunto que foi revisado e desculpado uma vez que Cartes assumiu a presidência.

Segundo o Itamaraty, Figueiredo e Loizaga também analisarão a agenda bilateral, com foco em diversos projetos de infraestrutura.

Nesse sentido, o Paraguai tem especial interesse nas obras para a construção de uma segunda ponte entre os países, sobre o Rio Paraná, que unirá a cidade paraguaia de Presidente Franco e Foz do Iguaçu.

A construção desta ponte foi estipulada em 2008, quando seu custo foi calculado em US$ 60 milhões, que seriam financiados inteiramente pelo Brasil.

O projeto, que agora se prevê que custará US$ 100 milhões, permaneceu estagnado desde então, mas a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a licitar as obras nos próximos meses.

Esta segunda ponte, segundo ambos governos, permitirá potencializar a troca comercial entre os dois países, que no ano passado chegou a US$ 961 milhões, de acordo com dados do Itamaraty. EFE