Maduro diz que manifestantes da oposição consomem droga dos jihadistas

  • Por Agencia Brasil
  • 05/06/2017 07h53
CAR003. CARACAS (VENEZUELA), 23/03/2017.- Fotografía cedida por el Palacio de Miraflores del presidente de Venezuela, Nicolás Maduro (c), durante su intervención en la "Expo Venezuela Potencia 2017" hoy, jueves 23 de marzo de 2017, en la ciudad de Caracas (Venezuela). Maduro dijo hoy que su Gobierno buscará consensos con los empresarios para recuperar la economía nacional, luego de que el país caribeño entró en una severa crisis desde 2014 a partir de la caída en los precios del crudo, su principal fuente de financiación. "Se acabó el rentismo petrolero (...) quiero consenso y diálogo dinámico entre empresarios", afirmó Maduro durante la instalación de la "Expo Venezuela Potencia 2017", una muestra del trabajo que adelantan 400 compañías en el país, organizada por el Ejecutivo. EFE/PALACIO DE MIRAFLORES/SOLO USO EDITORIAL/NO VENTASNicolás Maduro - EFE

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo (4) que alguns dos manifestantes que saíram às ruas para protestar contra o seu governo estavam sob os efeitos do captagon, uma droga que, segundo afirmou, “é utilizada pelo Estado Islâmico”.

“Estão usando algumas drogas que foram e são utilizadas pelo Estado Islâmico. O captagon é uma droga poderosíssima”, disse Maduro em seu programa semanal de rádio, ao lembrar que um manifestante terminou com queimaduras depois de uma “ação temerária” na qual tentou incinerar a moto de um policial durante protesto.

O captagon movimenta milhares de dólares anuais, e tudo indica que a Síria é um de seus maiores produtores, disse à Agência EFE, em fevereiro de 2016, a especialista do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Angela Me.

O estimulante é conhecido como “droga dos jihadistas” por seu suposto uso por parte dos combatentes do Estado Islâmico, apesar de a especialista ter reconhecido que a UNODC não tem provas dessas suposições.

Segundo o presidente venezuelano, a droga é “entregue” aos manifestantes que se tornam violentos, para que cometam ações violentas “em meio ao êxtase e à aceleração”.

Os opositores ao governo promovem protestos nas ruas há 65 dias, alguns deles marcados por incidentes violentos que deixaram até agora 65 mortos e mais de mil feridos, de acordo com números do Ministério Público.