Maduro pede “escudo protetor para evitar agressões” a Unasul e Celac
Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quarta-feira ao secretário-geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Ernesto Samper, e à Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) que estabeleçam um “escudo protetor” ao redor de seu país para “evitar agressões”.
Em declarações aos jornalistas após a reunião que manteve em Caracas com Samper, Maduro disse que proporcionou ao responsável da Unasul “dados e informações, algumas delas confidenciais” de “elementos muito preocupantes” e pronunciamentos de porta-vozes do Pentágono e do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
“Pedi ajuda (a Samper) para que (o presidente dos EUA, Barack) Obama acabe com as agressões, ameaças e pronunciamentos contrários à convivência e ao respeito”, afirmou.
Maduro disse que conversou com Samper sobre “todo o panorama” do que vem acontecendo em 2015 e de como a Venezuela enfrenta “as distintas circunstâncias”, além do grande interesse que tem, como chefe de Estado, para “proteger à Venezuela” e criar “um escudo protetor da paz, da democracia, da constitucionalidade, do direito à convivência”.
Além disso, lembrou que tanto a Unasul como a Celac rejeitaram as sanções dos Estados Unidos contra funcionários venezuelanos e pediram que as mesmas não fossem aplicadas.
Assinalou que a Unasul, “como grande criação geopolítica”, seguirá acompanhando a Venezuela “com a mesma solidariedade” e clareza para que, “com base no direito internacional”, o governo de Obama “acabe com as agressões, com as ameaças e pronunciamentos que são contrários às relações de convivência e respeito”. EFE
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