Maduro ratifica disposição de ir à reunião da Unasul

  • Por Agencia EFE
  • 06/03/2014 15h23

Caracas, 6 mar (EFE).- O chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, ratificou nesta quinta-feira sua disposição a comparecer a uma reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para expor as “circunstâncias de ataques de violência” em seu país ao líder do Suriname, Dési Bouterse, presidente temporário do organismo.

“Ratifiquei (…) a solicitação da República Bolivariana da Venezuela para que seja convocado um Conselho Presidencial, em uma data a ser combinada, para expormos perante o Conselho Presidencial de Unasul, bom, as circunstâncias de ataques de violência de grupos, pequenos grupos, que tentaram vulnerabilizar a vida social”, disse.

Maduro anunciou a solicitação junto a seu colega a Bouterse, com quem se reuniu hoje em Caracas, aproveitando a presença deste no país para assistir nesta quarta-feira aos atos de comemoração do primeiro aniversário da morte de Hugo Chávez.

O presidente venezuelano ressaltou que se quer “impor uma situação política”, mas seu país “vai superar com muita consciência”, já que os venezuelanos amam a paz.

“A Unasul vai afirmando seu próprio caminho, em um ritmo bom, embora seja necessário desenvolver um conjunto de decisões (…). Conversamos também sobre o futuro de Unasul, a necessidade de seu fortalecimento”, apontou.

A Venezuela está imersa em uma onda de protestos contra o governo que aconteceram no país há três semanas e que, em alguns casos tornaram-se violentos, deixado um balanço oficial de 19 mortos, mais de 250 feridos e centenas de detidos.

O presidente venezuelano rejeitou na quarta-feira a convocação de uma reunião na Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar a situação da Venezuela a pedido do Panamá, país com o qual rompeu declarações, e voltou a assegurar que seu país só olhe para o sul e para organismos como Unasul.

“No momento em que se fixar a reunião ali estaremos com todas as provas do chamado golpe de Estado”, disse.

Maduro disse que esses protestos fazem parte de uma tentativa de golpe de Estado contra seu governo do que responsabilizou os Estados Unidos e ao ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, assim como a setores “fascistas” da oposição. EFE