Maduro se encontra com Sean Penn e pede que ator transmita desejo de diálogo

  • Por Agencia EFE
  • 10/03/2014 04h24

Caracas, 9 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu no domingo com o ator americano Sean Penn, e pediu que ele transmita o desejos de seu país de ter relações de respeito e diálogo com os Estados Unidos.

“Conversamos sobre o bom interesse que temos, pedi que Penn transmita onde puder o maior interesse que temos, que eu tenho como presidente, de com o novo embaixador Maximilien Arveláiz em Washington avançar nas relações de diálogo primeiro”, disse Maduro.

Após um encontro que também teve a participação do primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, Maduro afirmou no palácio de Miraflores, sede de Governo, que a Venezuela quer “diálogo direto, respeito, comunicação e coexistência com base nas diferenças que temos”.

“Queremos paz, queremos respeito, queremos viver, queremos tranquilidade”, acrescentou.

Maduro ressaltou que a Venezuela tem “as melhores relações com o povo dos Estados Unidos, seus artistas, seus intelectuais, seus líderes sociais, sindicais, afro-americanos, latinos”, e que “nunca antes” houve relações como as de agora.

“Antes não tínhamos relações com os Estados Unidos, somente os filmes que víamos e as novelas, nada mais, e a música, gostávamos do rock de Jimmy Hendrix e Janis Joplin”, acrescentou.

Segundo o presidente na reunião ele, o ator e o primeiro-ministro conversaram sobre diversos temas como a possibilidade de adquirir tablets fabricados no Haiti para entregá-los aos jovens.

“Estabelecemos um acordo para aprofundar o plano e poder entregar os tablets aos estudantes universitários venezuelanos o mais em breve possível. A meta é de 2,6 milhões de aparelhos”, afirmou Maduro, informou a Agência Venezuelana de Notícias.

As relações bilaterais entre Venezuela e Estados Unidos atravessam um de seus momentos mais baixos com sucessivos desencontros diplomáticos, após a decisão de Caracas de expulsar oito funcionários americanos acusados de desestabilização no país.EFE