Mais de 10 mil jihadistas morreram no Iraque e na Síria em ataques aéreos

  • Por Agencia Brasil
  • 03/06/2015 10h41
Bombardeio americano em Kabane EFE Bombardeio americano em Kabane

Mais de 10 mil jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico foram mortos no Iraque e na Síria, desde o início dos ataques aéreos da coligação internacional, há nove meses, disse hoje nesta quarta-feira (3) o subsecretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

“Temos visto enormes perdas para o Daesh (nome árabe do grupo), mais de 10 mil desde o início da campanha e isto vai acabar por ter um impacto”, disse o subsecretário, em entrevista à Rádio France Internacional.

A estratégia da coligação internacional tem sido criticada por se limitar a ataques aéreos e recusar destacar tropas para o terreno, apesar do avanço do Estado Islâmico, mas Blinken assegurou que tem havido “progressos significativos”.

Ao fim de nove meses de combate e cerca de 4 mil ataques aéreos, o Estado Islâmico controla atualmente “menos 25% do Iraque, muito do seu equipamento foi destruído e muitos membros foram eliminados”, disse, reconhecendo no entanto “a resistência e capacidade de iniciativa” do grupo.

Blinken esteve em Paris para participar da reunião da coligação internacional contra o Estado Islâmico que ocorreu nesta terça-feira (2). As duas dezenas de países e organizações participantes deram o seu apoio ao plano militar do governo iraquiano para reconquistar a província de Al Anbar (Oeste), a maior do país, controlada pelos jihadistas.

“Os Estados Unidos prometeram entregar mísseis que vão fazer a diferença contra os caminhões-bomba que nos fizeram perder Ramadi”, disse o embaixador do Iraque em Paris, Fareed Yasseen, sobre a capital da província Al Anbar, tomada pelo Estado Islâmico em maio.

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