Mais de 23.500 sul-sudaneses fugiram para Uganda, diz Acnur

  • Por Agencia EFE
  • 07/01/2014 10h19

Genebra, 7 jan (EFE).- Mais de 23.500 pessoas fugiram da violência no Sudão do Sul para Uganda desde o início dos enfrentamentos entre milícias rivais, em 15 de dezembro, informou nesta terça-feira o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

O fluxo de pessoas se intensificou nos últimos dias e até 2.500 pessoas chegam a atravessar a fronteira por dia, o que complica a tarefa das agências da ONU para atender todas as pessoas, alertou nesta terça-feira em Genebra a porta-voz do Acnur, Melissa Fleming.

“Agradecemos ao governo de Uganda que tenha reconhecido a todos como refugiados”, afirmou.

Acnur e seus sócios trabalham no país para fornecer água e saneamento nos postos fronteiriços e nos centros de recepção de refugiados de Arua e Adjumani, ambos na região de Nilo Ocidental, no noroeste de Uganda.

O êxodo de sul-sudaneses pode agravar a situação dos refugiados em Uganda, país para onde seguem chegando pessoas procedentes da República Democrática do Congo. Nas últimas semanas, oito mil refugiados deste país chegaram em Uganda.

Embora em proporções menores, os sul-sudaneses também estão fugindo da violência rumo a outros países vizinhos, como Etiópia (5.300) e Quênia (3.200).

Fleming frisou que os números reais devem ser muito maiores devido às dificuldades de acesso a algumas áreas do país e zonas fronteiriças.

Dentro do Sudão do Sul, as agências das Nações Unidas estão prestando socorro a cerca de 230 mil deslocados internos, que vivem em dez assentamentos distribuídos por todo o país, além dos 57 mil civis que buscaram refúgio nas bases da ONU no país.

A Acnur fretou ontem um avião com ajuda humanitária, que saiu de Nairóbi para Juba, com 12.500 cobertores, 2.500 kits de cozinha e quatro mil lonas de plástico para cerca de 20 mil pessoas na capital do país.

Em Maban, ao nordeste do país, as agências humanitárias atendem a cerca de 120 mil pessoas que vivem em quatro acampamentos, já abastecidos para os próximos 45 dias com água potável, comida e assistência médica. EFE