Mais de 400 russos são detidos em protestos contra condenação de opositores

  • Por Agencia EFE
  • 24/02/2014 17h03

Moscou, 24 fev (EFE).- Mais de 400 pessoas foram detidas nesta segunda-feira no centro de Moscou durante os protestos contra a condenação a vários anos de prisão de oito opositores por participar em maio de 2012 de desordens maciças nas manifestações contra o presidente russo, Vladimir Putin.

A polícia moscovita, que acusou os ativistas de alterar a ordem pública, praticou as detenções em distintas praças (Manezh e da Revolução) e ruas (Tverskaya) situadas nas imediações do Kremlin, segundo informam as agências locais.

Entre os detidos figuram as populares integrantes do grupo punk Pussy Riot, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alekhina, e os opositores liberais Ilya Yashin e Boris Nemtsov, que foram conduzidos a furgões policiais por soldados antidistúrbios.

Horas antes já tinham sido detidos o líder da oposição extraparlamentar, Alexei Navalni, e a veterana ativista dos direitos humanos Ludmila Alexeyeva.

Devido aos protestos, a polícia restringiu o acesso à Praça Vermelha e aos Jardins de Alexandre, que rodeiam as muralhas do Kremlin.

A Justiça russa condenou hoje a distintas penas de prisão, de até quatro anos, um grupo de opositores por participar de desordens maciças na praça Bolotnaya de Moscou em 6 de maio de 2012, a véspera da posse do presidente russo, Vladimir Putin.

Sete dos oito opositores, declarados culpados por participar dos enfrentamentos com a polícia após uma manifestação antigovernamental, terão que cumprir suas penas na prisão.

Enquanto isso, a única mulher, Alexandra Dujanina, também foi condenada a três anos e três meses de prisão, mas a pena ficou suspensa e a ativista poderá sair em liberdade condicional.

Os oito opositores russos foram julgados pelas desordens que ocorreram um dia antes de Putin assumir pela terceira vez a chefia do Kremlin.

Nesses enfrentamentos, que terminaram com a detenção de mais de 500 pessoas, 82 policiais ficaram feridos e os danos causados chegaram a 28 milhões de rublos (quase um milhão de dólares), segundo as autoridades russas.

Outros quatro acusados, Maria Baronova, Nikolai Kavkazski, Leonid Kaviazin e Vladimir Akimenkov, foram anistiados em 19 de dezembro por conta do 20° aniversário da Constituição russa.EFE