Malala pede apoio a Cameron para educação em países em desenvolvimento

  • Por Agencia EFE
  • 20/06/2014 11h15

Londres, 20 jun (EFE).- Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que sobreviveu a um ataque talibã, pediu nesta sexta-feira apoio financeiro ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para garantir o ensino básica nos países em desenvolvimento.

Malala enviou uma carta aberta a Cameron antes da realização de uma conferência que procura arrecadar fundos para facilitar o acesso das crianças à educação, a qual está prevista para ocorrer na próxima semana em Bruxelas.

A adolescente, hoje com 16 anos, foi vítima de um ataque dos talibãs em 2012, justamente por defender a educação feminina em seu país, e, desde então, vive na Inglaterra.

Na carta divulgada hoje, Malala disse que um possível apoio financeiro do Reino Unido poderia estimular outros países a fazer o mesmo.

“Necessitamos aumentar os orçamentos de educação para que todas as crianças possam ir à escola, especialmente meninas como eu. Com um aumento do apoio de países à conferência, acredito que cada criança poderá aprender”, afirmou Malala.

A jovem destacou que o apoio à educação também ganhou importância a mais após o sequestro de mais de 200 estudantes no último mês de abril na Nigéria, uma ação reivindicada pelo grupo radical islamita Boko Haram.

“O Reino Unido é líder em apoiar às meninas e à educação para todos, e sei que seu compromisso na conferência poderia ajudar a conseguir compromissos similares de outros (países)”, ressaltou Malala na carta.

A adolescente, que em outubro de 2012 levou um tiro na cabeça e outro no pescoço em um ataque talibã, pediu em particular respaldo às meninas no Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Além do pedido de apoio financeiro, Malala também deverá discursar nessa conferência de Bruxelas, a qual contará com a presença de mais de 500 analistas de todo o mundo.

O evento em questão é articulado pela “Associação Global para a Educação”, um organismo multilateral que conta com participação de países doadores, ONGs, organismos internacionais, fundações e outros atores. EFE